09 de julho de 2026
Brasil

Defesa de PMs acusa prefeitura e organizadores

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AÇÃO. A defesa dos primeiros policiais militares a entrar no baile funk da favela de Paraisópolis, na zona sul de São Paulo, na madrugada de domingo (1º), falou hoje em "responsabilidade dos organizadores" do baile da DZ7 e em "falta de fiscalização" da prefeitura. A festa terminou com nove mortos em circunstâncias ainda não esclarecidas. Vídeos mostram correria e bombas atiradas por policiais durante a festa, que tinha mais de 5.000 pessoas.

Desde a segunda-feira, os seis policiais militares do 16º BPM (Batalhão da Polícia Militar) que iniciaram a operação em Paraisópolis estão afastados do serviço operacional. Em depoimento à Polícia Civil e à Corregedoria da PM, eles afirmaram que fizeram "uso moderado da força". Ao todo, 38 PMs participação da ação.

Os PMs João Paulo Vecchi Alves Batista, Rodrigo Cardoso da Silva, Antonio Marcos Cruz da Silva, Vinicius José Nahool Lima, Thiago Roger de Lima Martins de Oliveira e Renan Cesar Angelo foram alocados ao serviço administrativo, uma prática comum da corporação paulista quando há suspeitas contra seus servidores.

Em nota divulgada na tarde desta sexta, o advogado Fernando Fabiani Capano, que assumiu a tutela jurídica dos PMs, informou que a defesa ainda aguarda a íntegra dos inquéritos, mas defendeu que os PMs não ocasionaram as mortes..