09 de julho de 2026
Brasil

Dallagnol: advertência após críticas

Por Felipe PontesAgência Brasil |
| Tempo de leitura: 1 min
Deltan Dallagnol durante visita a São José dos Campos

O CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público) decidiu nesta terça-feira, por 8 votos a 3, punir o procurador da República Deltan Dallagnol com advertência por ter dito em entrevista que ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) eram lenientes com a corrupção. Trata-se da primeira punição disciplinar da carreira de Dallagnol. A advertência é a pena mais branda nas sanções que o CNMP pode aplicar a membros do MPF (Ministério Público Federal), mas em caso de reincidência pode resultar em punições mais graves e também prejudica a promoção.

Dallagnol ainda responde a outros dois procedimentos disciplinares que constam na pauta de julgamentos do CNMP desta terça-feira, um aberto por iniciativa do senador Renan Calheiros (MDB-AL) e outro pela senadora Kátia Abreu (PDT-TO).

Dallagnol foi punido no PAD (processo administrativo disciplinar) aberto em abril a pedido do presidente do STF, ministro Dias Toffoli, após ter dito à rádio CBN, em agosto dE 2018, que os ministros da Segunda Turma do Supremo "mandaram uma mensagem muito forte de leniência a favor da corrupção".

O advogado Francisco Rezek, ex-ministro do STF, disse durante o julgamento que os termos utilizados por Dallagnol foram de fato "inadequados, deselegantes", mas que de forma alguma ele havia violado seu decoro funcional. Rezek pediu aos conselheiros que observassem o princípio da proporcionalidade, pois embora as palavras de Dallagnol tenham sido "infelizes", elas parecem brandas quando confrontadas com as manifestações de outras autoridades..