O Governo de São Paulo apresentou nesta sexta-feira o projeto de Reforma da Previdência para os servidores estaduais. "Essa reforma é imprescindível para o estado. A previsão do governo é de uma economia de R$32 bilhões em 10 anos", afirmou o governador João Doria.
A medida está contemplada em uma Proposta de Emenda à Constituição do Estado e em um Projeto de Lei Complementar de Reforma da Previdência do Estado de São Paulo que serão encaminhados à Assembleia Legislativa. Segundo o governo, a reforma vai garantir a sustentabilidade financeira dos recursos públicos e a recuperação da capacidade de investimento estadual.
Em 2018, dos R$ 34,3 bilhões gastos para pagar 550.000 aposentados e pensionistas estaduais: R$ 29,5 bilhões vieram de fontes do governo e R$ 4,8 bilhões da contribuição dos servidores. A projeção do estado é que, em 2022, os gastos com os aposentados e pensionistas ultrapasse o despendido com os 643 mil servidores ativos.
Os projetos são similares à Reforma Federal ao instituir a fixação de idade mínima, respeito ao teto do Regime Geral da Previdência Social para cálculo dos benefícios, novas regras para pensão por morte e contribuição de 14% para inativos. Serão mantidas regras especiais para professores, policiais e pessoas com deficiência. Também haverá transição para servidores que já ingressaram. O secretário de Estado da Fazenda, Henrique Meirelles, lembrou que 14 unidades da federação descumprem o teto de despesas com pessoal ao comprometer até 80% de suas receitas, o que não ocorre em São Paulo..