A crise na Argentina derrubou a exportação de veículos do Vale do Paraíba para o país vizinho neste ano, com retração de 55,47% de janeiro a agosto frente ao mesmo período do ano passado.
Trata-se do maior recuo registrado neste ano, em oito meses, segundo dados do Ministério da Economia. De janeiro a julho deste ano, o Vale exportou US$ 248,1 milhões em automóveis para a Argentina, contra US$ 557,2 milhões em igual período do ano passado.
No período anterior, de janeiro a julho, a Argentina já havia recuado -53,78% na compra dos carros do Vale.
Os automóveis são o terceiro produto mais vendido ao exterior pelas empresas da região, atrás de petróleo bruto e aeronaves. E a Argentina é a principal compradora de veículos, importando 45,25% da produção do Vale nos oito meses deste ano.
No ano passado, em igual período, a Argentina havia comprado 67,77% do total de veículos exportados pela região.
No geral, a exportação de veículos caiu 33,% na região durante os oito primeiros meses do ano (US$ 548,3 milhões) na comparação com o mesmo período do ano passado (US$ 822,2 milhões).
Responsável por 54% da exportação de veículos no Vale neste ano, Taubaté anotou retração de 47,13% nas vendas para a Argentina nos oito primeiros meses deste ano.
Na comparação com igual período do ano passado, o volume exportado caiu de US$ 292,9 milhões para US$ 154,8 milhões.
São José dos Campos registrou uma queda ainda maior, com 81,76% a menos de veículos exportados para a Argentina neste ano, com US$ 46,6 milhões contra US$ 255,8 milhões no ano passado.
A má notícia é que, além da Argentina, os três países que mais compram carros do Vale também reduziram a importação em 2019, de janeiro a agosto: México (-36%), Estados Unidos (-43%) e China (-80%).
Petróleo sofre queda; aviões e reatores sobem nas exportações da região no ano
Principal produto da pauta exportadora do Vale do Paraíba, o petróleo bruto caiu 0,36% nas exportações deste ano, de janeiro a agosto, na comparação com 2018. Nos oito primeiros meses, as cidades da região exportaram US$ 2,86 bilhões contra US$ 2,87 bilhões no ano passado. Mesmo assim, a participação do petróleo no total das exportações do Vale cresceu de 39% para 41%.
A exportação de aeronaves, o segundo produto mais vendido pela região, cresceu de US$ 1,72 bilhão para US$ 1,88 bilhão, alta de 9%. A Embraer é a maior exportadora. Com 47% de alta, a exportação de reatores, caldeiras e máquinas voltou a ocupar a quarta colocação no 'Top 10' da cesta exportadora da região, com US$ 419,9 milhões contra US$ 286,3 milhões.