10 de julho de 2026
Brasil

Ministro da Defesa diz que origem de óleo vazado está sendo apurada

Por Elaine Patricia Cruz Agência Brasil |
| Tempo de leitura: 2 min
Contaminação. Óleo em praia

O ministro da Defesa, Fernando Azevedo, disse nesta quinta, em São Paulo, que o óleo que atingiu 138 localidades em 62 cidades de nove estados da Região Nordeste não é brasileiro e que ainda está sendo apurado o responsável pelo derramamento desse óleo.

"Está levantado o possível tipo do óleo, o DNA do óleo, que foi produzido por outros países, que não é o Brasil. O Brasil não tem aquele tipo de óleo. Estamos levantando, preliminarmente, os possíveis navios e as possíveis bandeiras que podem ter sido responsáveis pelo vazamento", disse durante o Fórum de Investimentos Brasil 2019.

Um inquérito já foi aberto, mas ainda é inconclusivo. "Estamos levantando ainda a possível origem. Mas as investigações estão indo muito bem", disse o ministro.

Segundo Azevedo, o vazamento pode ter sido um "incidente ou acidente", mas "que teria que ter sido comunicado [ao país]".

VENEZUELA.

A empresa estatal PDVSA (Petróleos de Venezuela) informou nesta quinta que, até o momento, nenhum de seus clientes ou subsidiárias relatou a ocorrência de vazamento de petróleo de origem venezuelana próximo à costa brasileira.

Em nota divulgada esta manhã, a petrolífera afirma não haver evidências de derramamentos de óleo nos campos de petróleo da Venezuela que possam ter atingido a região Nordeste, causando danos ao ecossistema marinho brasileiro.

"Reiteramos que não recebemos nenhum relatório no qual nossos clientes e/ou subsidiárias relatam uma possível avaria ou vazamento nas proximidades da costa brasileira, cuja distância com nossas instalações de petróleo é de aproximadamente 6.650 km, via marítima", sustenta a PDVSA.

Também nesta quinta, o ministro do Petróleo da Venezuela, Manuel Quevedo, descartou a hipótese de que a PDVSA ou o Estado venezuelano tenham qualquer responsabilidade pelo petróleo na costa brasileira.

Em Brasília, durante reunião ordinária do Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente) nesta quinta, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, reafirmou que as autoridades brasileiras ainda desconhecem a origem do óleo, embora, segundo ele, o resultado das análises técnicas realizadas pela Petrobras apontem a "compatibilidade" entre o resíduo recolhido no litoral nordestino e o óleo venezuelano.

"A Marinha identificou todos os barcos que trafegaram pela costa brasileira e está investigando para saber qual é o possível barco [que pode ter derramado o óleo no mar]", comentou o ministro, mencionando uma das três principais hipóteses: vazamento acidental em alguma embarcação ainda não identificada; derramamento criminoso do material por motivos desconhecidos ou a limpeza do porão de um navio..