Bücherverbrennung é um termo alemão que significa queima de livros, associado à ação propagandística dos nazistas, em 1933, poucos meses depois da chegada de Hitler ao poder, que resultou na queima de milhares livros que desviassem dos padrões impostos pelo regime nazista. A ação aconteceu em várias cidades alemãs, com a presença da polícia e outras autoridades.
O poeta nazista Hanns Johst foi um dos que justificou a queima, alegando a necessidade de purificação radical da literatura alemã de elementos que pudessem alienar a cultura alemã.
Oitenta e seis anos depois, no Brasil, com a chegada de Bolsonaro ao poder, multiplicam-se os casos de mandatários que, sob a falsa moralidade do Escola sem Partido, realizam "blitze" em escolas da rede pública de todo o país, a fim de tutelar e censurar professores, ferindo o direito constitucional à liberdade de cátedra.
Na última semana foi a vez da deputada Leticia Aguiar (PSL) reproduzir a censura característica do bolsonarismo e atacar professores. A deputada invadiu a Escola Estadual Maria A Veríssimo Madureira Ramos, acionou a Policia e acusou a diretoria e seu corpo docente de estarem "propagando a ideologia de gênero" (mais uma das milhares de "fake News" disseminadas por Bolsonaro), por conta de um mural com atividades realizadas pelos alunos em conformidade com o respeito à diversidade.
A deputada deveria ter o mesmo empenho para exercer suas obrigações e fiscalizar a demora, por exemplo, do fornecimento de medicamentos de alto custo, uma responsabilidade do governo estadual, que prejudicam milhares de joseenses..