10 de julho de 2026
Brasil

Oposição pede cassação de Eduardo Bolsonaro após defender novo AI-5

Por Das agências@jornalovale |
| Tempo de leitura: 2 min
Punição. O líder da oposição na Câmara, deputado Alessandro Molon (PSB-RJ) quer a cassação de Eduardo

A oposição vai pedir a cassação do mandato do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) em função da declaração sobre um novo AI-5. O pedido de cassação por quebra de decoro deve ser apresentado até terça-feira, no Conselho de Ética da Câmara. O deputado Alessandro Molon (PSB-RJ), líder da oposição na Câmara dos Deputados, classifica a declaração de Eduardo sobre um novo AI-5 como extremamente grave, inaceitável e que fere o decoro.

"O líder do PSL, Eduardo Bolsonaro, abusa das prerrogativas conferidas aos parlamentares em especial a imunidade parlamentar. Ele está usando a imunidade parlamentar para defender o fim da democracia para ameaçar o parlamento e atacar a Constituição que ele jurou defender", disse.

De acordo com Molon, vários partidos da oposição assinarão o pedido ao Conselho de Ética da Câmara e analisam ainda possíveis ações no STF (Supremo Tribunal Federal).

"A ação aqui na Câmara é fundamental. É necessário que o parlamento defenda a Constituição como cada um de nós jurou. Falar em AI-5 é inaceitável e da maior gravidade. Se o clã Bolsonaro, se o governo Bolsonaro insistir em radicalizar o povo brasileiro vai se manifestar em defesa da democracia", afirmou.

O PROCESSO.

Após o Conselho de Ética receber a representação por quebra de decoro que será feita pela oposição, o processo é aberto. Com a abertura, é designado um relator.

De acordo com a assessoria da Câmara, durante o processo, o Conselho de Ética deve apurar os fatos, assegurando ampla defesa ao representado e fazendo as diligências necessárias. Após essa fase, o relator elabora um parecer que deve ser discutido e votado pelos membros do Conselho de Ética. Após a votação, o deputado pode recorrer à CCJ (Comissão de Constituição e Justiça).

Se o Conselho de Ética aprovar a quebra de decoro parlamentar com a perda de mandato, o processo segue para votação em Plenário (aberta, de acordo com Emenda Constitucional 76/13). O plenário tem em até 90 dias para deliberar.

O Conselho também pode decidir pela aplicação das penalidades de suspensão temporária do exercício do mandato, de no máximo 30 dias, e de suspensão de prerrogativas parlamentares. Essas decisões também precisam ser votadas em Plenário.

REPUGNANTE.

Ao rebater a fala de Eduardo, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), classificou a manifestação como "repugnante" e passível de punição. "A apologia reiterada a instrumentos da ditadura é passível de punição pelas ferramentas que detêm as instituições democráticas brasileiras", destacou Maia.

"Uma Nação só é forte quando suas instituições são fortes. O Brasil é um Estado democrático de Direito e retornou à normalidade institucional desde 15 de março de 1985, quando a ditadura militar foi encerrada com a posse de um governo civil. Eduardo Bolsonaro, que exerce o mandato de deputado federal para o qual foi eleito pelo povo de São Paulo, ao tomar posse jurou respeitar a Constituição de 1988. Foi essa Constituição, a mais longeva Carta Magna brasileira, que fez o país reencontrar sua normalidade institucional e democrática", disse..