08 de julho de 2026
Brasil

Macron quer boicotar país que desmata

Por Da redação@jornalovale |
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(Nova York - EUA, 24/09/2018) Presidente da República, Jair Bolsonaro, discursa durante a abertura do Debate Geral da 74ª Sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas (AGNU). .Foto: Alan Santos/PR

Durante seu discurso na Assembleia Geral da ONU, que aconteceu hoje em Nova York, o presidente da França, Emmanuel Macron, não citou o Brasil, nem o presidente Jair Bolsonaro (PSL), mas defendeu, de maneira sutil, boicote a países que desmatam.

"Não podemos forçar alguns países a fazerem esforços [ambientais] e continuar negociando com aqueles que não o fazem. Não podemos continuar fazendo declarações neste palco e seguir importando produtos que vão contra isso", disse Macron.

Em tom de autocrítica, Macron afirmou que a "própria França importa produtos que levam ao desmatamento".

Apesar de não haver menção explícita a nenhum país, a mensagem deve ser interpretada no contexto das campanhas de boicote na Europa contra produtos brasileiros, que se iniciaram com as notícias sobre queimadas na Amazônia.

Em um discurso que durou cerca de 40 minutos, Macron citou países como Índia, Alemanha, Ucrânia, Irã, China, Chile e Noruega, mas não falou no Brasil sequer uma vez.

Macron também mencionou os líderes Sebastián Piñera, do Chile, Donald Trump, dos EUA, e Angela Merkel, da Alemanha. Mas não falou em Bolsonaro.

Pouco antes de subir à tribuna, questionado por uma repórter, Macron afirmou que "estava em uma correria" e não viu o discurso de Bolsonaro. Mesmo assim, o presidente francês disse não ter interesses econômicos na floresta, como acusou o brasileiro em seu discurso..