11 de julho de 2026
Viver

Feira Litero Musical reúne escritores para produzir zine sobre o Vicentina

Por Thais Perez@_thaisperez |
| Tempo de leitura: 2 min
VIVÊNCIA. Escritores da região e de São Paulo utilizaram cenas do cotidiano do Parque Vicentina e de sua história em zine

Algumas vozes ficam presas dentro de casa, sem ver a luz do dia. Poesias e contos que ficam dentro da gaveta, que acabam não sendo lidos por ninguém além de seu criador.

Milhares de livros são criados todos os dias, mas não chegam as prateleiras das livrarias e bibliotecas.

Escritores que ainda não tiveram a oportunidade de dar à luz aos seus livros, tiveram uma chance de relevar seu talento na residência literária da Flim (Feira Litero Musical) 2019. O evento foi realizado em setembro pelo Parque Vicentina Aranha, em São José dos Campos.

Sete autores foram selecionados pela curadoria do festival, formada pelos escritores Carol Rodrigues e Marcelino Freire.

Durante dois dias, o grupo de escritores mergulhou em uma experiência literária dentro do parque. O desafio era produzir textos sobre o espaço em que estavam, para o lançamento de uma fanzine na feira de literatura. "O que eu acho legal é que a gente tem uma expectativa, ela sempre é quebrada e subvertida", conta Carol, que ministrou a residência aos escritores.

O tema do primeiro Zine Literário da Flim foi a história e o espaço do Parque Vicentina.

"Pelo local ter sido um sanatório, muitos escritores trabalharam com o conceito de cura, não só para a tuberculose, mas como ele ainda evoca esse sentimento", explica a escritora.

EXPERIÊNCIA.

Rafael Moraes, nasceu com sobrenome de poeta, mas aprendeu a rimar com o rap. Morador da zona sudeste de São José, seu gosto pela música virou paixão pela literatura.

O escritor trabalha como segurança patrimonial e durante a residência no Vicentina escreveu um conto sobre o passado e o presente do parque. Em seu texto afirma categoricamente "a literatura salva". "Tem esse mito de que muitas pessoas morriam lá, mas foi o contrário. A maioria das pessoas saíam do sanatório curadas", conta Moraes.

A fanzine da residência literária foi distribuída durante a Flim, mas pode ser lida online através da página do Facebook do Parque Vicentina Aranha.

"Foi meu primeiro texto publicado. Esse incentivo me deu gás para querer publicar mais, escrever mais", conta Moraes.