10 de julho de 2026
Brasil

Previdência: segundo turno deve ficar para o dia 22, afirma líder do governo

Por Das agências@jornalovale |
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Previdência. Senado Federal

O senador Major Olímpio (PSL-SP), líder do partido do presidente da República, Jair Bolsonaro, no Senado, disse nesta segunda-feira que talvez a Casa consiga votar o segundo da reforma da Previdência apenas no dia 22 de outubro.

Em evento na Universidade Presbiteriana Mackenzie, Olímpio afirmou que o Senado poderia tentar votar o projeto no dia 15, mas que para isso os senadores que viajarão ao Vaticano nesta semana para acompanhar a canonização da Irmã Dulce precisariam voltar ao Brasil na próxima segunda-feira, dia 14. "Mas eles já vão estar ali em Roma, viajando com recursos públicos", ironizou o senador. "Meus colegas senadores estão querendo colocar situações para discutir e para protelar a reforma", disse Major Olímpio, em referência ao impasse em torno da divisão dos recursos do leilão da cessão onerosa do pré-sal entre Estados e municípios.

Na semana passada, o desacordo fez com que os senadores reduzissem em R$ 76,4 bilhões a economia com a reforma em dez anos, com a derrubada de mudanças no pagamento do abono salarial durante a votação dos destaques ao projeto, após a aprovação do texto-base em primeiro turno no Senado.

"Temos esse impasse nesse momento. A Câmara não aceita o que nós votamos (sobre a divisão dos recursos da cessão onerosa), e nós não aceitamos o que a Câmara quer fazer. Queremos que o Executivo mande uma Medida Provisória", defendeu o senador.

Olímpio lembrou que a previsão inicial era de que a reforma da Previdência fosse votada em segundo turno no Senado em 10 de outubro, mas afirmou que "em determinado momento, houve um entendimento de vários senadores e bancadas de que era o momento de pressionarem para conseguir alguns pleitos individuais."

O senador defendeu a inclusão de Estados e municípios na reforma por meio da PEC Paralela, que tramita no Senado, e disse que a Câmara barrou a inclusão de Estados e municípios devido a interesses eleitorais. "A Câmara não quis (manter a regra) e as razões, dentre elas, é que ano que vem tem eleição. Fazer mudanças previdenciárias é uma coisa árida, não dá voto, mas é necessário", afirmou.

Major Olímpio disse, ainda, que o interesse público deve vir antes de "qualquer interesse partidário e das urnas". "Embora tenha havido uma renovação de 54% da Câmara dos Deputados, no momento de definir por Estados e municípios, preponderou o pensamento político".

FLÁVIO BOLSONARO

Também nesta segunda, ele voltou a criticar o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ). "Flávio Bolsonaro para mim acabou, não existe", afirmou Olímpio ao Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, em referência a atritos com o filho do presidente sobre a CPI da Lava Toga - que tem como foco ministros do STF (Supremo Tribunal Federal).

Para Olimpio, a posição de Flávio, que agiu para enterrar a comissão no Senado, não representa o governo nem o PSL. "O pai dele ganhou a eleição dizendo que seria intransigente no combate à corrupção dentro de qualquer um dos Poderes, inclusive do Judiciário." "Estou defendendo a CPI, estou me mobilizando por ela", disse..