09 de julho de 2026
Brasil

'Escolheram o mal', afirma Bolsonaro sobre Argentina

Por Das agências@jornalovale |
| Tempo de leitura: 2 min
Presidente da República, Jair Bolsonaro, durante visita à Grande Mesquita Xeque Zayed.

O presidente Jair Bolsonaro lamentou a eleição na Argentina do peronista Alberto Fernández, integrante da mesma chapa da ex-presidente Cristina Kirchner, e disse que não vai cumprimentá-lo pela vitória. "Lamento. Não tenho bola de cristal, mas acho que a Argentina escolheu mal", disse Bolsonaro na saída do hotel Emirates Palace, em Abu Dhabi, nesta segunda-feira, 28. O próximo destino da viagem presidencial é Doha, no Catar.

Bolsonaro ficou incomodado com uma imagem publicada no domingo, 27, por Fernández em apoio ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso desde o ano passado no âmbito da Operação Lava Jato. "O primeiro ato do Fernández foi 'Lula livre', dizendo que está preso injustamente. Já disse a que veio", avaliou.

"É uma afronta à democracia brasileira. Ao sistema judiciário brasileiro. Uma pessoa condenada em duas instâncias. Outras condenações a caminho. Ele está afrontando o Brasil de graça no meu entender. Nós estamos aguardando seus passos para, talvez no futuro, tomar alguma decisão em defesa do Brasil. Decisões em defesa do Brasil", disse.

Ele deixou claro que não pretende parabenizar o presidente eleito da Argentina pela vitória, mas ponderou que não vai "se indispor" com o país vizinho em um primeiro momento. "Vamos esperar o tempo para ver qual é a real posição dele na política. Porque ele vai assumir, vai tomar pé do que está acontecendo e vamos ver qual linha ele vai adotar".

Nos últimos dias, Bolsonaro deu declarações em diferentes tons sobre a eminente vitória de Férnandez, desde suspender a Argentina do Mercosul até intensificar as relações comerciais com o país. Nesta segunda, disse que "por enquanto continua tudo bem com o Mercosul".

Bolsonaro também voltou a dizer que poderia pedir a suspensão do país do bloco. O apoio, no entanto, indicou que poderia se restringir apenas ao Paraguai dependendo do resultado da eleição no Uruguai.

"Se interferir (no acordo Mercosul-União Europeia), segundo o Paulo Guedes, a gente junta com o Paraguai, não sei o que vai acontecer na eleição do Uruguai, e pode ver se Argentina fere alguma cláusula para suspendê-la. Mas a gente espera que isso não seja necessário", disse Bolsonaro..