Eleição é época de colheita, não de plantação. O pleito de 2020 será o primeiro em que a nova lei eleitoral estará em uso em campanha municipal. Pode parecer simples, mas esta é uma grande diferença, pois se alguém que atuou em 2016 pensar na elaboração de um planejamento para o próximo ano com a mesma cabeça de 3 anos atrás, vai se dar mal. Se em 3 meses já era difícil a vitória, imagina agora, em 45 dias.
Costumo sempre comparar a comunicação política com a relação amorosa entre duas pessoas. Do primeiro olhar até o casamento, muitos meses e até anos se passam, com a relação sofrente altos e baixos. O "sim" do casamento representa o voto, na urna.
Para transformar um desconhecido em uma pessoa que irá votar no candidato é algo que demanda tempo, relacionamento e convergência de ideias. Com 45 dias de namoro, dificilmente você já sabe da vida toda dela e ainda mantenha certa insegurança sobre o futuro da relação.
Estamos a 55 semanas da eleição. Pode apostar: os vencedores do dia 4 de outubro serão, em sua esmagadora maioria, candidatos que iniciaram sua trajetória de relacionamento com o eleitor com grande antecedência. Desde 2013, com o auge das manifestações populares, o modo de se fazer política está em constante mutação. Quem não compreender esta mudança, estará fora do jogo. Tente conhecer uma pessoa e casar com ela em 45 dias. Talvez consiga uma, ou duas. Agora, numa cidade de 200 mil eleitores, por exemplo, tente fazer isso com 2.000 pessoas. Pra quem busca uma vaga na Câmara de um município deste porte, este é um objetivo quase comum. Bom namoro!.