O presidente Jair Bolsonaro reconheceu que enfrenta dificuldades para privatizar os Correios e outras empresas públicas. "Não são fáceis as privatizações. Até o próprio Correios que a gente quer privatizar, mas tem dificuldade", disse. Ele também afirmou que não tem como garantir se conseguirá viabilizar a venda da estatal até o final do seu mandato.
"Se eu pudesse privatizar (os Correios) hoje, privatizaria. Mas não posso prejudicar o servidor dos Correios", disse o presidente na manhã desta terça-feira, ao sair do Palácio da Alvorada.
Bolsonaro lembrou decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) que determina que a venda de empresas-mães precisam passar pelo Legislativo e outras questões que encara como empecilhos para dar sequência às privatizações, entre elas o controle do TCU (Tribunal de Contas da União).
"E aí você mexe com centenas, milhares, dezenas de milhares de servidores, é um passivo grande. Tem que buscar solução para tudo isso. não dá para jogar os caras para cima, eles têm que ter suas garantias, além de que tem que ter um comprador para aquilo, tem o Tribunal de Contas da União com lupa em cima de você. Não são fáceis as privatizações", declarou durante entrevista nesta terça-feira.
A privatização dos Correios ainda está em fase de debates no governo. Em agosto, a estatal foi incluída no PPI (Programa de Parcerias de Investimentos) em fase de estudos, e não diretamente no PND (Programa Nacional de Desestatização). Ou seja, primeiro o governo irá discutir como será feita a venda da estatal ao capital privado, para, depois, iniciar o processo político de articulação com deputados e senadores para a venda da empresa.
O objetivo em inserir algumas empresas públicas na fase de estudos é para amadurecimento da modelagem da privatização.n