O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, afirmou nesta segunda-feira, que o presidente Jair Bolsonaro deve ser reeleito nas eleições de 2022. Ele deu entrevista ao programa Pânico, da rádio Jovem Pan.
Moro explicou que Bolsonaro é o candidato do governo e, por isso, irá apoiá-lo. "Vou apoiar o presidente Jair Bolsonaro, ele quer a reeleição", afirmou. "O presidente está dando apoio às políticas da pasta [de Justiça e Segurança Pública]. Ele está honrando o compromisso que assumimos juntos", continuou.
O ex-juiz ironizou as críticas a Bolsonaro que o colocam como uma ameaça à democracia e disse que elas continuarão mesmo quando ele terminar um possível segundo mandato, em 2026. "Ele vai terminar o mandato, provavelmente vai ser reeleito, vai terminar o outro mandato, e a democracia vai continuar igual", previu. "A imprensa podia dar uma folguinha e destacar o lado positivo do governo".
Com o apoio declarado ao presidente, Moro descartou qualquer possibilidade de concorrer ao cargo em 2022. Ele também não quer ser vice da chapa de Bolsonaro, indicando que o atual vice-presidente, o general Hamilton Mourão, é o nome ideal. Para o ministro, essas especulações de que ele pode disputar as eleições de 2022 querem enfraquecer o governo. "Tem muita gente querendo enfraquecer o governo me tirando de lá. Eu, como ministro do governo, tenho de evidentemente apoiá-lo [Bolsonaro], não tem outra alternativa", disse.
Moro, no entanto, vê com bons olhos a possibilidade de ir para o STF (Supremo Tribunal Federal). Neste mandato, o presidente Jair Bolsonaro poderá indicar dois nomes para a Corte, e o ministro é um dos cotados. "É uma perspectiva interessante e natural na minha carreira", disse. Ele defendeu que Bolsonaro só tomará a decisão na hora, mas admitiu que "gostaria" de ser um dos indicados.
Ainda na entrevista, falou sobre a soltura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado por ele. O ministro lamentou o fato de Lula não estar mais na prisão.
"O correto era ele ter saído depois de ter cumprido a pena. A revisão da segunda instância foi um retrocesso", afirmou, citando a decisão do STF que possibilitou que presos condenados em segunda instância pudessem deixar a cadeia, como foi o caso do ex-presidente. Moro disse que vai trabalhar para que o Congresso passe uma lei que mude esse entendimento..