VIDA. No final dos anos 1980, Anderson (nome fictício) era vocalista em uma banda de rock em Guaratinguetá. O estilo de som era o dos "carecas do subúrbio", movimento que surgiu junto a operários do ABC paulista. Embora nem todos fossem adeptos do ideário nazista, as roupas, símbolos e atitude emulavam o partido alemão. "Era careca e com tatuagens e muito violento na época. Nem sabia direito o que era nazismo, mas a gente curtia os símbolos". Mais de 30 anos depois, morando fora do Vale, Anderson conta que quase morreu no grupo de carecas, e que se arrepende daquela época. "Violência não me deu nada de bom"..