08 de julho de 2026
Ideias

um basta ao feminicídio

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Mão feminicídio

Rua Adelaide Oliveira Marcelino, no Jardim Morumbi, bairro na zona sul de São José dos Campos. Na tarde de terça-feira, este foi o palco de um crime bárbaro: um homem executou a ex-companheira e depois cometeu suicídio. Na noite anterior, a vítima havia registrado um boletim de ocorrência após o ex-marido ter invadido a sua casa e ameaçado matá-la. Ela pedia uma medida protetiva. Porém, não foi ouvida a tempo. No dia seguinte, teve a vida ceifada. Saiu da vida e tornou-se o mais novo número nas frias estatísticas de feminicídio. O número de vítimas subiu 28% no estado de São Paulo em 2019, passando de 121 a 155 (entre janeiro a novembro) na contramão da tendência de queda no índice de homicídios simples em São Paulo.

Reportagem da edição desta sexta-feira, assinada por Xandu Alves, mostra dados alarmantes também na RMVale.

O número de casos de feminicídio vem avançando na região, de acordo com dados oficiais da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo. Desde 2015, é feito o acompanhamento deste tipo de crime -- em 2019, o Vale do Paraíba atingiu o seu índice mais elevado, um recorde nesta série histórica, com 10 vítimas e contando só até novembro.

A Lei Maria da Penha foi sancionada no dia 7 de agosto de 2006, criando mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher.

Com mais de 1.2 milhão de mulheres, a RMVale tem apenas dois abrigos que atendem as vítimas de violência doméstica.

É muito pouco.

Ações pontuais como as patrulhas Maria da Penha ou o aplicativo lançado pelo governo estadual ainda são insuficientes.

O grito é violento.

O poder público não escuta?.