09 de julho de 2026
Brasil

Operação cumpre mandados contra Queiroz e Flávio Bolsonaro

Por Agência Brasil@jornalovale |
| Tempo de leitura: 2 min
Suspeito. O ex-motorista de Flávio Bolsonaro, Fabricio Queiróz

O Grupo de Atuação Especializada no Combate à Corrupção do Ministério Público do Rio de Janeiro confirmou que foram cumpridos nesta quarta-feira 24 mandados de busca e apreensão no âmbito do procedimento investigatório criminal instaurado para apurar supostas movimentações suspeitas envolvendo Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (sem partido). Queiroz era lotado no gabinete do parlamentar à época em que Flávio era deputado estadual.

Também são alvos familiares do ex-assessor e de Ana Cristina Siqueira Valle, ex-mulher do presidente Jair Bolsonaro.

Em razão do sigilo das investigações, o Ministério Público disse que não pode oferecer mais informações. O nome de Fabrício Queiroz consta em um relatório do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) que aponta uma movimentação atípica de R$ 1,2 milhão em uma conta em nome do ex-assessor. O relatório integrou a investigação da Operação Furna da Onça, desdobramento da Lava Jato no Rio de Janeiro, que prendeu deputados estaduais no início de novembro.

No fim do ano passado, o MPRJ tentou ouvir o ex-assessor, mas ele não compareceu aos depoimentos justificando problemas de saúde. A mulher Márcia Oliveira de Aguiar e as filhas Nathália Melo de Queiroz e Evelyn Melo de Queiroz também faltaram, alegando que o acompanhavam em tratamento em São Paulo.

DEFESA.

Em nota, a defesa de Queiroz informou ter recebido a informação a respeito da busca e apreensão "com tranquilidade e ao mesmo tempo surpresa, pois [a medida é] absolutamente desnecessária, uma vez que ele sempre colaborou com as investigações, já tendo, inclusive, apresentado todos os esclarecimentos a respeito dos fatos".

Frederick Wassef, advogado do senador Flávio Bolsonaro, disse, em nota, ter recebido a informação sobre as novas diligências "com surpresa, mas com total tranquilidade".

"Até o momento, a defesa não teve acesso a medida cautelar que autorizou as investigações e, apenas após ter acesso a esses documentos, será possível se manifestar. Confirmo que a empresa do meu cliente foi invadida, mas garanto que não irão encontrar nada que o comprometa. O que sabemos até o momento, pela imprensa, é que a operação pode ter extrapolado os limites da cautelar"..