11 de julho de 2026
Brasil

Chefe da milícia ficava com parte de salários do gabinete de Flávio Bolsonaro, diz MP

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Investigação. Flavio Bolsonaro e Queiroz

O Ministério Público do Rio de Janeiro aponta que Adriano Magalhães de Nóbrega, ex-policial militar e chefe da milícia de Rio das Pedras, no Rio de Janeiro, ficava com parte dos salários de empregados pelo então deputado estadual Flávio Bolsonaro. Suas contas seriam usadas no suposto esquema de 'rachadinha' (quando parte dos valores recebidos são devolvidos ao gabinete) do hoje senador.

A Promotoria, que enviou o documento à Justiça do Rio solicitando mandados de busca e apreensão, investiga devolução de parte dos salários de ex-assessores de Flávio na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro). O MP teve acesso a diálogos da ex-mulher de Nóbrega, Danielle Mendonça da Costa, com o ex-assessor Fabrício Queiroz, apontado como operador financeiro do esquema.

Segundo o Ministério Público, Queiroz seria o responsável pelo recolhimento de parte do salário de funcionários, muitos deles fantasmas, como a própria Danielle e também Raimunda Veras Magalhães, mãe do ex-PM Adriano -- hoje foragido da Justiça por comandar o chamado 'Escritório do Crime'.

Nos diálogos, Queiroz teria pedido que ela "tivesse cuidado" com o que falaria no celular. Em mensagens via WhatsApp, obtidas pelo MP, ele também indica que a família do presidente Jair Bolsonaro sabia da ligação entre a assessores e o chefe da milícia -- Queiroz e Nóbrega foram companheiros do mesmo batalhão de polícia no Rio de Janeiro.

A defesa de Queiroz afirma que os diálogos foram obtidos de forma ilegal e interpretados de forma distorcida.