O Ministério Público quer que o vereador Bilili de Angelis (PSDB), as outras seis rés na ação e também quatro testemunhas prestem depoimentos à Justiça no processo de improbidade administrativa sobre um suposto esquema para 'furar fila' de exames e consultas na rede pública de saúde na região, que seria encabeçado pelo tucano.
A relação de pessoas a serem ouvidas foi apresentada pela Promotoria no mês passado. Das quatro testemunhas, duas disseram ao MP, durante o inquérito civil, que tiveram exames agendados em hospitais da região por intermédio do gabinete de Bilili.
Outra testemunha trabalha no DRS (Departamento Regional de Saúde) e afirmou à Promotoria que o vereador visitava o local para conversar com Valéria dos Santos (ex-diretora regional de saúde, que é ré na ação). Também foi indicada como testemunha a gerente operacional do Hospital Regional de Taubaté, que acompanhou o processo que resultou na demissão de uma ex-funcionária da unidade (Deise Abreu Guedes, também ré na ação), que teria alterado dados cadastrais de um paciente a pedido de uma assessora de Bilili (Simone Cristina Correa Nogueira, que também é ré na ação). As datas dos depoimentos ainda não foram definidas pela Justiça.
RÉUS.
Bilili, que está com parte dos bens bloqueados, alegou anteriormente à Justiça que apenas faz a intermediação de pedidos a hospitais, mas de maneira formal e sem prejuízo à população, pois os encaixes seriam feitos nas vagas de desistentes.
Valéria dos Santos e a filha dela, Tatiane Cristina Carneiro, que foi assessora de Bilili, negaram que a senha de Valéria tenha sido utilizada por Tatiane para acessar o sistema estadual de regulação de vagas.
Simone Nogueira também negou ter praticado qualquer irregularidade. Já outra ex-assessora de Bilili, Marilda Silva, confessou participação no esquema, mas alegou ter baixo grau de escolaridade e que não tinha consciência de que praticava qualquer irregularidade.
Deise Guedes também assumiu que atuava no esquema, mas alegou que não buscava favorecimento pessoal, e sim manter seu emprego. Geise Helena Pereira, funcionária do HR, reconheceu ter recebido um presente de Bilili (um poste-padrão para sua casa), mas negou ter oferecido qualquer contrapartida ao vereador..