Dirigentes do Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté e trabalhadores da Daruma estarão na Câmara de Taubaté, nesta terça-feira (4), para apresentar a situação da empresa, que passa por crise de mercado. A audiência está marcada para 16h.
A participação foi aprovada durante assembleia, em 27 de janeiro, quando os trabalhadores voltaram de licença.
Segundo o sindicato, os empregados estão sem receber salário e o 13º salário.
Para o presidente do sindicato, Cláudio Batista, o Claudião, a questão também é responsabilidade do poder público.
“Vamos mostrar aos vereadores a situação pela qual os 110 funcionários da Daruma estão passando. Eles ainda não receberam o salário de dezembro de 2019 e o 13.º salário”, afirmou.
A empresa colocou os trabalhadores e trabalhadoras em licença no início de janeiro, com retorno para o dia 27 de janeiro.
O sindicato informou que monitora, desde o ano passado, a tentativa de compra da empresa por parte de um grupo investidor. As negociações, no entanto, não evoluíram.
Na semana passada, a direção da Daruma apresentou uma proposta aos trabalhadores de extinção do contrato de trabalho mediante acordo mútuo.
O sindicato e os trabalhadores rejeitaram a proposta, que daria direito a apenas 80% do FGTS, 20% da multa rescisória e metade do aviso prévio. Além disso, os demitidos não poderiam ingressar no seguro-desemprego.
Em ofício enviado à empresa, o sindicato sugere que a Daruma encerre o contrato de trabalho dos funcionários mediante rescisão contratual sem justa causa, para aqueles que desejarem. A companhia não respondeu.
Procurada, a Daruma ainda não comentou.