09 de julho de 2026
Política

Em último ano de mandato, Marcondes quer concluir planejamento em Lorena

Por Caíque Toledo e Xandu Alves@jornalovale |
| Tempo de leitura: 3 min
Mandato. Prefeito foi reeleito pelo PSDB e deixou o partido em 2018

Chegando ao fim de seu oitavo e último ano de mandato à frente da prefeitura de Lorena, Fabio Marcondes faz um balanço positivo e garante que usará 2020 para concluir o plano de governo.

Já organizando o candidato e partido para a tentar a sucessão, o prefeito deixou o PSDB no ano de 2018, quando decidiu apoiar Marcio França (PSB) contra João Doria (PSDB) na corrida pelo governo do Estado.

1.Qual sua avaliação dos três primeiros anos de governo?

Foi uma continuidade do primeiro mandato. Algumas coisas que não conseguimos realizar, que estavam no plano de governo, contemplamos até esse terceiro ano e temos, aí, uma avaliação razoável. Percebo que a nossa administração no segundo mandato foi mais proativa. A experiência cresceu e, principalmente, os planejamentos avançaram bastante em várias áreas da cidade.

2.Qual sua expectativa para o último ano?

Todo o plano de governo do primeiro mandato que já foi praticamente concluído, e fechar o oitavo ano com a conclusão do que projetamos. Infelizmente algumas coisas não puderam avançar por vários motivos, inclusive a economia do país.

3.Quais projetos pretende fazer em 2020?

Concluir aquilo que foi planejado e entregar o máximo possível de obras importantes para a cidade. Lorena sofre muito com os alagamentos, mas avançamos muito. Não fomos omissos na questão de políticas públicas para drenagem das águas, por exemplo.

4.Das coisas que gostaria de fazer nesse mandato, o que não será possível?

Em um modo geral, conseguimos alcançar bons resultados em nosso plano de governo. Ficamos devendo, no entanto, na área social, nosso terceiro CREAS, que gostaria de ter entregue e que não será possível

5.Qual foi a maior dificuldade encontrada nesses três anos?

A maior dificuldade foi, realmente, orçamentária e a crise financeira de 2016 e 2017, o que prejudicou bastante os investimentos

6.Qual a situação atual das finanças do município?

Nos mantivemos com o pé no chão, seguindo com investimentos em nível de baixo comprometimento orçamentário, e temos as finanças sanadas. Temos honrado nossos compromissos, cumprido nosso orçamento e até feito um pouco mais, quando há algumas emendas parlamentares e dinheiro extra

7.Qual área mais evoluiu no seu governo e qual área ainda precisaria de mais?

Evoluímos bastante na Saúde da cidade. Lorena é referência no fundo do vale. Recebemos pessoas até de cidades que não somos referência. Temos, ainda, dificuldades, mas crescemos consideravelmente no setor. Avançamos, também, na Segurança Pública. Tínhamos índices péssimos na cidade. Avançamos na drenagem urbana, iluminação pública, no saneamento financeiro, na reestruturação dos servidores públicos, da máquina pública.

8.Como avalia a relação entre Executivo e Legislativo no município?

Uma relação de negociações difíceis dado o histórico político da cidade. Mas uma situação controlável, que viemos administrando da melhor forma para que a cidade pudesse avançar

9.Como enxerga a disputa por sua sucessão?

Já fui reeleito. Nosso grupo político irá lançar um candidato e estamos em definição. A intenção é manter o projeto que foi feito na cidade. Eu, desde o começo, ofereci à cidade uma mudança no comportamento político, um novo modelo de administração que prega, estritamente, a lei para todos na cidade. Não se trata de perpetuar o poder, mas de dar continuidade um padrão administrativo que vem sendo bem aceito por boa parte da população

10.Como descreveria a situação da cidade hoje?

Entendo que irei entregar uma cidade bem melhor que encontrei e que avançou em quase todos os setores. Tivemos situações políticas anteriores nas quais houve certo retrocesso, uma paralisia no desenvolvimento da cidade, e nós conseguimos trabalhar de todos os lados, desde plano diretor, georreferenciamento e entre outras coisas que já disse. A cidade avançou, precisa mais e por isso a necessidade de uma continuidade da visão que nós tivemos, desse modelo, e principalmente do comportamento político que nós mantivemos nesses sete anos e tenho certeza que manteremos neste último ano da administração