Áreas verdes favorecem o equilíbrio mental e emocional, estimulam a produtividade e a criatividade. Também elevam a autoestima e proporcionam melhores condições para praticar a concentração. Quem garante é Cyntia Galvão Salles, docente da área de arquitetura e urbanismo do Senac São José dos Campos. E, segundo ela, ter uma área em casa, ainda que em um ambiente pequeno, reservado para o plantio é possível.
E não é preciso ter uma grande sacada para cultivá-las. Algumas espécies se desenvolvem bem na sala, na cozinha e até no banheiro, com pouca manutenção e pouco espaço. Engana-se quem pensa que não há como conciliar espaços internos com plantas e flores. A corretora de seguros Renata Silva Souza, 38 anos, prova isso: ela possui uma suculenta em seu apartamento e, segundo ela, pequenos cuidados são exigidos, mas nada complicado.
A planta, aliás, é o xodó da casa. “Ela fica na sacada para que possa tomar banhos de sol e uma vez por semana é regada. Além disso, quando preciso passar alguns dias fora de casa sempre a deixo com vizinhos para que sua rotina seja mantida”, finalizou a corretora.
Mas, além de suculentas, plantas como aglaonema, dracena-compacta e sanderiana, pacová, fícus-de-folha-fina e palmeira-licuala são perfeitos para ambientes como salas, quartos e escritórios. Já a sacada, local sujeito à ação do vento, pede por folhas rígidas e “gordinhas”, como espada-de-São-Jorge, lança-de -São-Jorge com folhas unitárias e lança-de-São-Jorge com folhas em leque.
No banheiro, o cuidado deve ser maior: o ideal é fazer rodízio para que a planta tome sol e, ainda sim, pode ser preciso a substituição com o tempo9. Dinheiro-em-penca, Mini-espada-de-São-Jorge, Calatéias, Begônias e Samambaias são as mais indicadas para esse cômodo.
Cuidados
De acordo com Cyntia Galvão Salles, docente da área de arquitetura e urbanismo do Senac São José dos Campos, a escolha do vaso - sempre com furos no fundo para fazer a drenagem eficiente na base - é um item importante.
“O vaso deve ser preparado com uma camada de argila expandida, pedra brita ou caco de cerâmica ocupando um terço de sua altura, sobreposta por um elemento filtrante (areia ou manta geotêxtil). Só depois que pode ser coberta com o substrato ou terra preparada”, ensinou ela. O acabamento deve ser feito com plantas rasteiras, pedrisco ou até mesmo casca de pínus, pois são opções mais sustentáveis.
“Vale lembrar que, apesar de cada espécie possuir uma preferência, as regas devem ser feitas duas vezes por semana no verão e uma no inverno. Se a planta estiver em ambiente úmido, vale não exagerar na quantidade de água e deixar as janelas abertas para ventilar”, completou. Para manter a vitalidade da planta também é importante retirar os ramos secos e repor os nutrientes. O indicado é que seja feito no mínimo quatro adubações no ano, intercalando entre a química e a orgânica.