09 de julho de 2026
Brasil

Com o domínio da Petrobras, leilão arrecada 2/3 do previsto

Por Das agências@jornalovale |
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O megaleilão de quatro áreas de petróleo na Bacia de Santos (RJ) não teve concorrência, foi dominado pela Petrobras e arrecadou R$ 70 bilhões, cerca de dois terços do total esperado (R$ 106,5 bilhões). Das 14 empresas habilitadas, só sete compareceram.

Em um consórcio com duas chinesas, a estatal brasileira foi a única a fazer oferta pela área de Búzios, a mais cobiçada do leilão. A segunda área de maior interesse, a de Itapu, também ficou com a Petrobras, que foi a única a entregar proposta. As outras duas áreas não tiveram ofertas.

Segundo Bento Albuquerque, ministro de Minas e Energia, as duas áreas sem interessados (Sépia e Atapu) serão oferecidas novamente em 2020 e o governo ainda vai avaliar a melhor forma de vendê-las. leilão aconteceu hoje no Rio, mesmo tendo sido questionado na justiça. Amanhã haverá mais um leilão, a 6ª rodada de partilha de produção .

Diferentemente de um leilão convencional, o valor pago em dinheiro pelas empresas já estava determinado por cada área, num total de R$ 106,56 bilhões. O que definiu a vencedora é o quanto de excedente em óleo ela propôs para a União. O excedente em óleo é o valor equivalente ao volume total da produção menos os royalties devidos e os custos da empresa na exploração.

A área de Búzios, a mais cobiçada, teve oferta única feita pelo consórcio formado por Petrobras (90%) e as chinesas CNOOC Petroleum (5%) e CNODC Brasil (5%). Só nesta região será possível extrair 3,15 bilhões de barris de petróleo, o que corresponde a 69% de todo o volume leiloado hoje. O consórcio vai pagar R$ 68,194 bilhões e oferecer à União o excedente mínimo previsto no edital (23,24%).

A Petrobras foi a única empresa a fazer oferta pela área de Itapu. Com isso, arrematou o direito de explorar 350 milhões de barris de petróleo pelo valor de R$ 1,766 bilhão. A União ficará com 18,15% do excedente —o mínimo previsto no edital.

O resultado confirmou os temores de que as empresas estrangeiras não seriam tão agressivas nos lances. "Há frustração em relação ao leilão, com a Petrobras levando 90% do consórcio de Búzios", disse Flavio Serrano, economista sênior do banco Haitong. "Havia expectativa de maior participação de empresas estrangeiras".

Para o diretor-geral da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) Décio Oddone, o leilão foi um sucesso, apesar de haver pouca disputa. "Foi o maior leilão do mundo", disse, referindo-se ao volume de petróleo envolvido no evento.

Integrantes de sindicatos de petroleiros e uma ONG internacional entraram com ações para barrar o megaleilão..