Antes de escolher o governante para sua cidade, estado ou para o próprio país o cidadão deve buscar esclarecimento para a pergunta: o governante projeta certo o futuro? O gestor deve ter uma base sólida, configurada em detalhes bem consistentes da arrecadação financeira, que também depende da conjuntura econômica e estudo dos dados históricos. Ele não pode ser leviano e tomar decisões apenas contando com a sua projeção pessoal.
O grande desafio da gestão pública é extrapolar os acontecimentos no passado recente para medir os recursos financeiros e qual os custos das ações em benefício da sociedade. É fundamental que os governantes tenham esse conhecimento básico para executar seus compromissos e não deixar obras paradas ou dívidas enormes.
É importante que os gestores públicos pensem nisso, mesmo antes de assumir o cargo e não projetem ações simplesmente por serem de interesse político, pois o que ocorre com frequência são mudanças para contrariar as do gestor anterior por ser de partido adversário. E quem perde com isto é o cidadão.
No Brasil faltam regras claras, simples e que muitas vezes são extremamente burocráticas e intangíveis. Estes fatos valem para todos os níveis e podemos comparar estas necessidades à gestão de um condomínio, onde é importante gerir os recursos para ter reservas para emergências, manter obras de manutenção, controlar os gastos do dia a dia e não encarecer o orçamento para os moradores. Hoje, com o crescimento da população, é muito comum essa experiência condominial e serve de exemplo para refletir na escolha dos gestores públicos..