BLOCO. O ministro do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), Augusto Heleno, disse que a conturbada situação política em parte dos países da América do Sul, como na Bolívia e na Venezuela, não deverá ter grande influência sobre as conversas entre os chefes de Estado que participarão da 11ª Cúpula do Brics (grupo que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul).
"Óbvio que, para os chefes de Estado, isto é uma preocupação, mas não acredito que vá influir na pauta [do encontro], que é muito bem definida", declarou o ministro em entrevista ao programa Revista Brasil.
Heleno não descartou a hipótese de algum chefe de Estado se manifestar ou mesmo abordar os últimos acontecimentos políticos durante a cúpula que ocorre nesta quarta e quinta-feira, em Brasília. Para ele, no entanto, mesmo que isto aconteça, será de forma "discreta, sem cobranças".
"Não há possibilidade de haver qualquer tipo de discórdia durante o Brics", disse o ministro, citando o presidente russo, Vladimir Putin, que, ao contrário do governo brasileiro, manifestou apoio ao presidente da Bolívia, Evo Morales. Além de Putin, são esperados para a Cúpula do Brics os presidentes da África do Sul, Cyril Ramaphosa, e da China, Xi Jinping, e o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi..