Com uma arrecadação menor do que a esperada --em razão de apenas dois dos quatro blocos terem sido arrematados--, o leilão do petróleo trará para a RMVale R$ 46,7 milhões, segundo estimativa da CNM (Confederação Nacional dos Municípios).
Antes do leilão, a entidade projetava um repasse de R$ 81,8 milhões para a RMVale, valor que ficou 43% menor.
O recurso virá pela cessão onerosa que será distribuída pelo governo federal com a arrecadação do leilão, que foi de R$ 69,9 bilhões. O previsto era de R$ 106,5 bilhões.
Em valores, mesmo com a queda, foi o maior leilão do setor de petróleo já realizado no mundo. Trata-se também da maior negociação feita pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), somadas todas as anteriores.
No Vale, Jacareí, Pindamonhangaba, São José dos Campos e Taubaté receberão os maiores valores da divisão, com R$ 3,58 milhões para cada cidade, 50% a menos da projeção inicial, de R$ 7,1 milhões.
Em seguida, aparecem Guaratinguetá e Caraguatatuba (R$ 2,46 milhões cada), Cachoeira Paulista (R$ 2,17 milhões) e Cruzeiro, Lorena, São Sebastião e Ubatuba com R$ 2,02 milhões cada.
Campos do Jordão, Tremembé, Aparecida, Caçapava, Ilhabela e Potim receberão entre R$ 1,59 milhão e R$ 1 milhão.
Para os demais 22 municípios do Vale, a previsão é de repasse entre R$ 868,6 mil e R$ 434,3 mil.
A expectativa da CNM é que o dinheiro entre no caixa das prefeituras até o final deste ano, podendo ser investido em programas e serviços de saúde, educação e infraestrutura.
No entanto, em razão de exigências da União, os municípios que tiverem dívidas com a Previdência Social terão que quitar os débitos primeiro.
"Houve um trabalho intenso para que a divisão ocorresse de forma justa", disse o deputado federal Marco Bertaiolli (PSD-SP)..