Apesar de ser uma função diária de todas as mulheres, salvar o dia não é atividade comum das personagens femininas nos filmes. Nos últimos anos, o número de heroínas tem crescido, mas não a ponto de protagonizar a maioria das produções de ação.
Uma tentativa de equilibrar esse placar e embarcar na onda do “empoderamento” fácil, o filme “As Panteras” chega os cinemas nesta quinta-feira, com novo elenco e nova história.
O filme conta com uma premissa simples de filme de espionagem, em que as protagonistas embarcam em uma perigosa missão global, a fim de impedir que um novo programa de energia se torne uma ameaça para humanidade.
Sabina Wilson (Kristen Stewart), Jane Kano (Ella Balinska) e Elena Houghlin (Naomi Scott) foram os novos rostos escolhidos para tentar vencer as agora veteranas Drew Barrymore, Cameron Diaz e Lucy Liu. Uma tarefa difícil, mas “As Panteras” merecia mais.
Apesar de entender a geração “Millenial” com tiradas sobre feminismo, a obra pecou em não trazer grandes nomes de atrizes jovens para compor um time de peso para as panteras.
A atriz que mais se destaca é Kristen Stewart, que abandona seu papel de mocinha para viver uma protagonista engraçada e sexy. O carisma, que foi tão cobrado durante os tempos da franquia “Crepúsculo”, finalmente desabrochou.
Assim como no segundo filme de “As Panteras”, que teve atuação do ator Rodrigo Santoro, o filme também traz um tempero brasileiro. Algumas cenas mostram o Rio de Janeiro e a música “Pantera”, de Anitta faz parte da trilha sonora.
DIREÇÃO.
O filme é roteirizado e dirigido também por uma mulher, Elizabeth Banks, conhecida por seus papéis cômicos, o que garante boas risadas para o público. Ela também interpreta uma das personagens do filme, a Bosley, mediadora das meninas com o misterioso chefe.
“As Panteras” continuam utilizando a sensualidade a seu favor, o que é o DNA da série e dos filmes anteriores, que não se cansam de receber homenagens. Quem sabe, em sequências futuras, seus produtores se desafiem a ir mais longe e criar novas dinâmicas.