O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quinta que o PT não nasceu para ser "um partido de apoio" e não será tirado da disputa eleitoral do país, ele sendo candidato ou não. Solto desde a última sexta-feira, o petista participou da Executiva Nacional da legenda em Salvador.
"Eles não conseguirão tirar o PT da disputa eleitoral do país com Lula ou sem Lula. Eu posso subir a rampa em 2022 levando o (Fernando) Haddad, levando o Rui (Costa), levando os outros companheiros. Mas o PT tem que levar em conta que o partido só cresce se disputa, não nasceu para ser um partido de apoio", disse Lula citando o ex-prefeito de São Paulo, candidato à Presidência em 2018, e o governador da Bahia.
Além de Haddad e Rui Costa, Lula citou ainda o senador Jaques Wagner-BA como um possível nome. Ele defende que o partido não se encolha e dispute as eleições onde for possível.
Durante o discurso, o petista lembrou os 580 dias em que permaneceu preso na superintendência da Polícia Federal de Curitiba e chorou ao lembrar o apoio da militância durante o período. "Tomei a decisão de ser preso para não ser tratado como fugitivo. Tomei a decisão de ir pra pertinho do Moro para provar o canalha que ele foi", disse o ex-presidente..