Vários países já se ofereceram como voluntários para ajudar a esclarecer as causas da queda do Boeing 737-800, da Ukraine International Airlines, que caiu quarta-feira em Teerã, no Irã.
As causas ainda estão sendo apuradas, mas os Estados Unidos, a Austrália, o Canadá e Reino Unido, não têm dúvidas: um míssil foi a causa da tragédia, que provocou a morte de 176 pessoas.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, discutiria as circunstâncias da queda do avião com o secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo.
Zelensky reafirmou, nesta manhã, que é possível que o aparelho tenha sido abatido por um míssil.
No entanto, o chefe de Estado lembra que essa hipótese ainda não está totalmente confirmada.
O Irã desmente a teoria e convidou peritos norte-americanos para participar da investigação do desastre.
Na França, o ministro dos Negócios Estrangeiros diz que está disponível para colaborar na investigação das causas da queda do avião.
Quanto ao programa nuclear iraniano, Jean-Ives Le Drian, deixa, esta manhã, um alerta sério: se Teerã continuar a violar os termos do acordo, daqui a um ou dois anos, poderá desenvolver uma bomba nuclear.
Para discutir o conflito Irã-Estados Unidos, aconteceu nesta sexta-feira, em Bruxelas, um Conselho Extraordinário dos chefes da diplomacia europeia.
OUTROS ACIDENTES.
A Boeing disponibilizou ao Congresso dos Estados Unidos mensagens de texto em que funcionários fazem críticas ao processo de certificação do modelo 737 MAX e ao regulador de aviação norte-americano.
Nas mensagens, consultadas pela AFP (agência France-Presse), os pilotos falam de falhas nos simuladores do aparelho, que poderiam estar na origem de dois trágicos acidentes em 2018 e 2019, na Indonésia e Etiópia, que provocaram 346 mortos.
"Este avião é desenhado por palhaços, que por sua vez são supervisionados por macacos", lê-se numa mensagem datada de 2017, numa aparente referência à Administração Federal de Aviação (FAA, na sigla inglesa).
Em outra mensagem, um funcionário admite a um colega que não deixaria a família voar numa aeronave 737 Max.
"Ainda não fui perdoado por Deus pelo que escondi no ano passado", escreveu outro funcionário, em mensagem datada de 2018.
Essas mensagens, consultadas pela AFP, foram disponibilizadas por congressistas norte-americanos que investigam o processo de certificação do 737 MAX, na origem de dois trágicos acidentes, que deixaram 346 mortos e levaram a Boeing à mais grave crise de sua história.
"Algumas dessas comunicações dizem respeito ao desenvolvimento e à qualificação dos simuladores Boeing 737 MAX, em 2017 e 2018", esclareceu a empresa. A Boeing alega ter divulgado as mensagens devido ao seu compromisso com a transparência.
"Essas comunicações não refletem a empresa que somos e que precisamos ser, e são completamente inaceitáveis", afirmou a companhia em comunicado..