10 de julho de 2026
Brasil

CPI: 'Não houve percepção de que faltaria oxigênio em Manaus', diz Mayra

Por |
| Tempo de leitura: 1 min
Mayra Pinheiro na CPI da Covid

Conhecida como 'capitã cloroquina', a servidora Mayra Pinheiro, do Ministério da Saúde, afirmou nessa terça-feira (25), que não houve percepção por parte do governo federal de que faltaria oxigênio nos hospitais de Manaus, no começo do ano.

"Em Manaus, em uma situação extraordinária de caos, onde nós não temos noção de quantos pacientes vão chegar ao hospital, é impossível se fazer uma previsão de quando vai usar a mais. O que eles tiveram foi uma constatação, passaram de 30 mil metros cúbicos para 80 mil", disse a secretária.

Sobre eventual responsabilidade do MS no agravamento da crise sanitária, ela isentou o governo federal.

"Nenhuma responsabilidade. A responsabilidade da doença é o vírus", afirmou.

Já em relação ao uso de cloroquina e hidroxicloroquina, Mayra declarou que o país não era obrigado a seguir as recomendações da OMS (Organização Mundial da Saúde) e, caso o tivesse feito, teria 'falhado' em diversos aspectos do enfrentamento à doença, segundo seu entendimento.

Mayra é defensora do uso de medicamentos que não têm eficácia científica comprovada no tratamento da Covid-19. A OMS, por outro lado, recomendou em junho do ano passado a interrupção do uso da cloroquina e da hidroxicloroquina no combate aos sintomas do vírus.