A Polícia Civil prendeu nesta quinta-feira (5) um homem suspeito de envolvimento no latrocínio de Emmanoel Antonio Passos, 63 anos, em Jacareí. A captura foi realizada por policiais da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) na rodovia D. Pedro 1º, quando o investigado caminhava de Jacareí em direção a Igaratá. A Justiça havia decretado a prisão temporária por 30 dias.
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Após ser detido, o homem foi levado à delegacia, onde optou por permanecer em silêncio. A Polícia Civil não divulgou sua identidade nem informou se ele tinha algum vínculo com a vítima. O caso continua sob investigação.
Emmanoel foi encontrado morto dentro de sua residência, na zona rural de Jacareí, em 29 de outubro. Inicialmente, a ocorrência foi registrada como morte suspeita, mas a classificação mudou para latrocínio, que é o roubo seguido de morte, após a análise de depoimentos e do laudo necroscópico.
De acordo com o boletim de ocorrência, a família começou a procurar Emmanoel depois que ele não compareceu a uma sessão de hemodiálise e deixou de buscar o filho menor, como fazia habitualmente. As tentativas de contato por telefone não tiveram sucesso.
O filho refez o trajeto que o pai costumava percorrer e encontrou o carro dele parado no acostamento da antiga rodovia D. Pedro 1º, entre 500 e 800 metros da residência. A situação chamou sua atenção porque Emmanoel tinha dificuldade para caminhar e utilizava muletas.
Ao chegar à propriedade, o familiar encontrou o portão trancado com um cadeado pelo lado de fora. Depois de procurar pelo pai nas proximidades, em uma área de mata e em hospitais da cidade, retornou ao imóvel acompanhado da irmã.
Os familiares conseguiram entrar na propriedade e perceberam sinais de arrombamento na porta da casa. Emmanoel estava caído no chão, sem sinais de vida. A Polícia Militar foi acionada, e a morte foi confirmada por uma equipe médica.
O boletim de ocorrência aponta o desaparecimento de diversas peças de veículos de desmanche. Segundo o filho, Emmanoel trabalhava com ferro-velho e desmontagem de veículos e mantinha peças e automóveis na propriedade.
A família também relatou circunstâncias que levantaram suspeitas sobre possíveis alterações na cena do crime. O celular da vítima foi encontrado sob um cobertor e sem o chip. Além disso, os familiares estranharam a organização da residência, o carro deixado no acostamento e o cadeado colocado do lado de fora do portão.
Esses elementos foram registrados no boletim de ocorrência e integram a apuração policial. A investigação da DIG busca esclarecer as circunstâncias do crime e a participação do homem preso.