05 de novembro de 2026
JOVEM MORREU EM SJC

SJC: 'Maior dor que se pode enfrentar', diz mãe do goleiro Miguel

Por Da redação | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 3 min
Reprodução/Instagram
Pais de Miguel (no detalhe) participam de missa em homenagem ao filho

A dor de perder um filho é a maior que uma família pode enfrentar.

Foi assim que Terezinha Meneses, mãe de Miguel Meneses, de 14 anos, descreveu o momento vivido após a morte do adolescente, vítima de um grave acidente de carro em São José dos Campos. Em uma publicação nas redes sociais, ela falou sobre a saudade, a fé e a força necessária para seguir em frente após a despedida.

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A mensagem foi acompanhada de fotos da família durante a missa em homenagem ao adolescente. Na publicação, Terezinha também destacou o legado deixado pelo filho e a importância de manter vivos os ensinamentos e o amor que ele compartilhou com as pessoas ao seu redor.

“Existem dores que palavras jamais conseguirão explicar e saudades que o tempo nunca será capaz de apagar. A vida nos colocou diante da maior dor que uma família pode enfrentar: a despedida de um filho”, escreveu ela.

A mãe contou que a família tem aprendido a enfrentar a perda um dia de cada vez, buscando forças para continuar. Apesar do sofrimento, ela afirmou que tem encontrado conforto ao perceber que a história de Miguel continua tocando outras pessoas.

“Mesmo após sua partida, nosso filho continua sendo canal de bênçãos na vida de tantas pessoas. Seu amor, sua história e seu legado seguem vivos, alcançando corações e transformando vidas”, publicou.

Terezinha também falou sobre a união familiar e citou o marido e os filhos João e Benício como parte da força que a ajuda a seguir em frente.

“Não somos mais os mesmos. Existe um antes e um depois em nossa história. Mas seguimos juntos, de mãos dadas, honrando a vida de quem tanto amamos”, afirmou.

Fé e lembrança de Miguel

Em outro trecho da homenagem, a mãe destacou a fé como caminho para enfrentar a saudade. Ela também fez referência a uma cruz desenhada pelo próprio Miguel (imagem acima), transformando o objeto em símbolo de proteção e devoção para a família.

“Mesmo que agora ele esteja nos braços do Pai, seu amor continua vivo em meu coração”, escreveu Terezinha.

“Que esta cruz, desenhada pelas mãos do meu filho, seja um sinal de fé e uma bênção sobre a minha vida e sobre toda a família que ficou aqui na Terra”, acrescentou.

A mãe ainda pediu que a mensagem de amor e devoção do adolescente permaneça presente na vida de todos que tiveram contato com ele.

“Porque o amor não termina na despedida. Ele permanece, transforma e eterniza. Nossa família, para sempre. Até o dia em que estaremos todos juntos novamente”, concluiu.

Acidente e doação de órgãos

Miguel era goleiro das categorias de base do São José Esporte Clube. Ele morreu na terça-feira (27), dois dias depois de sofrer um grave acidente de carro na avenida Fundo do Vale, trecho do Anel Viário de São José dos Campos.

O acidente aconteceu no final da tarde de domingo, 25 de outubro. Segundo a Polícia Militar, um Honda Civic seguia no sentido centro-zona sul quando o motorista perdeu o controle da direção. O veículo capotou e atingiu árvores e placas de sinalização.

Quatro pessoas estavam no automóvel: Miguel, seu irmão João Vitor Meneses, a prima Ana Karolina e o primo Douglas, que dirigia o carro. As vítimas foram socorridas por equipes de resgate e encaminhadas para atendimento hospitalar.

A morte de Miguel foi confirmada no dia 27 de outubro. Mesmo diante da perda, os pais autorizaram a doação dos órgãos do adolescente. O procedimento foi realizado na noite de quarta-feira (28), no Hospital Municipal de São José dos Campos.

Foram captados coração, fígado, rins e córneas. A doação poderá beneficiar até seis pessoas que aguardam por transplantes.

Antes do procedimento, centenas de pessoas participaram de uma homenagem a Miguel. Familiares, amigos, companheiros de futebol e profissionais de saúde formaram um corredor de aplausos no hospital, em uma despedida marcada por emoção e orações.

A história do adolescente permanece marcada pelo futebol, pelo carinho de familiares e amigos e pela decisão da família de transformar a dor da perda em esperança para outras pessoas.