O surfista Gabriel Medina, de São Sebastião, no Litoral Norte de São Paulo, chega à reta final da temporada da WSL com chances reais de conquistar o quarto título mundial da carreira. O brasileiro assumirá a liderança do ranking antes mesmo de entrar na água em Pipeline, no Havaí, onde será disputada a última etapa do Circuito Mundial, entre os dias 8 e 20 de dezembro.
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A briga pelo título reúne seis surfistas com possibilidades matemáticas de terminar 2026 no topo. Além de Medina, estão na disputa os brasileiros Yago Dora, Italo Ferreira e Miguel Pupo, além dos estrangeiros Griffin Colapinto e Leo Fioravanti. Pupo, nascido em Itanhaém, passou a infância e começou a surfar em São Sebastião, onde iniciou a carreira e mantém vínculo familiar.
A situação de Medina ficou ainda mais favorável após a vitória nas Filipinas. O resultado encerrou um jejum de mais de três anos sem vencer uma etapa do circuito e colocou o surfista de São Sebastião na vice-liderança da classificação.
Yago Dora chega à última etapa com 54.950 pontos, enquanto Medina tem 53.210, já considerando os dois descartes previstos no regulamento. A partir de Pipeline, porém, um novo descarte será aplicado.
Yago perderá 3.320 pontos referentes à etapa de El Salvador e ficará com 51.630. Medina descartará apenas 1.000 pontos de Trestles e passará a somar 52.210.
Com isso, o surfista do Litoral Norte ultrapassará Yago e começará a etapa decisiva na liderança da WSL.
A vantagem também está relacionada ao desempenho dos dois em Pipeline. Medina terá 580 pontos de vantagem sobre Yago na largada e fica em situação favorável caso os dois sejam eliminados na mesma fase da competição.
Se ambos chegarem às semifinais, por exemplo, o título mundial estará matematicamente garantido para o Brasil.
A principal vantagem para Gabriel Medina é que o brasileiro não precisa fazer contas envolvendo outros competidores para ser campeão. Se vencer a etapa de Pipeline, o surfista de São Sebastião garante automaticamente o quarto título mundial da carreira.
Yago Dora também tem um caminho direto: precisa conquistar a etapa havaiana para ficar com o título.
O cenário transforma Pipeline em uma decisão especial para Medina, que já construiu uma história importante na tradicional onda havaiana e agora poderá voltar ao topo do surfe mundial após uma temporada de recuperação.
Atual campeão mundial em 2019 e medalhista de ouro olímpico, Italo Ferreira é o único dos concorrentes fora da dupla Medina-Yago que pode conquistar o título sem vencer Pipeline.
Para isso, o potiguar precisa terminar a etapa em segundo lugar. Ao mesmo tempo, Medina e Yago Dora teriam que ser eliminados na nona posição.
Além disso, Miguel Pupo, Griffin Colapinto e Leo Fioravanti não podem vencer a competição.
Se essa combinação acontecer, Italo chegará ao segundo título mundial da carreira.
Para Miguel Pupo e os estrangeiros Griffin Colapinto e Leo Fioravanti, a missão é mais difícil.
Os três precisam conquistar a etapa de Pipeline para manter a possibilidade de terminar a temporada como campeão mundial. Mesmo com a vitória, porém, eles dependerão de outros resultados, principalmente de eliminações precoces de Medina e Yago Dora.
A última etapa do ano terá ainda uma pontuação diferenciada. O campeão de Pipeline receberá 15 mil pontos, enquanto as etapas regulares do Circuito Mundial distribuem 10 mil.
Todos os surfistas que participaram da temporada poderão competir no Havaí, inclusive aqueles que ficaram fora após os cortes realizados nas etapas de Portugal e das Filipinas. Os oito primeiros colocados do ranking entram diretamente no quarto round.
Para Gabriel Medina, a disputa terá um significado especial. Nascido em São Sebastião, o tricampeão mundial chega a Pipeline embalado pela vitória nas Filipinas e com a possibilidade de transformar a reta final da temporada em mais um capítulo importante de sua carreira no surfe mundial.