03 de novembro de 2026
TAUBATÉ

Vereador usa símbolo da perseguição nazista para criticar vacina

Por Sessão Extra | Taubaté
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução/TV Câmara
Na 2ª Guerra Mundial, judeus eram obrigados pelos nazistas a usarem a Estrela de Davi amarela na roupa para serem identificados; símbolo foi exibido na camisa do vereador Alberto Barreto, de Taubaté

Camisa
O vereador Alberto Barreto (PRD), que está no segundo mandato na Câmara de Taubaté e integra o movimento conservador da região, utilizou na sessão ordinária dessa terça-feira (3) uma camiseta com uma Estrela de Davi amarela, na qual se lê "não vacinado".

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Estrela
A Estrela de Davi amarela é um símbolo da perseguição aos judeus pelo regime nazista. Durante a Segunda Guerra Mundial, os judeus eram obrigados a usar uma estrela amarela na roupa para serem identificados. Essa era uma maneira dos nazistas perseguirem os judeus que viviam na Europa.

Pandemia
Na pandemia da Covid, em diversos países, manifestantes antivacina chegaram a usar a Estrela de Davi amarela para protestar contra o chamado passaporte sanitário (obrigatoriedade para que as pessoas fossem vacinadas). Na ocasião, esse uso foi criticado por grupos que combatem o antissemitismo, que consideraram um desprezo às vítimas do Holocausto, que terminou com a morte de 6 milhões de judeus europeus pelo regime nazista.

Defesa 1
Questionado pela coluna, o vereador se defendeu. "Usei essa camiseta com a Estrela de Davi e a inscrição 'não vacinado' para fazer um alerta muito sério sobre a gênese dos regimes totalitários. Minha intenção nunca foi fazer uma comparação direta com o extermínio em si, mas sim chamar a atenção para o processo de estigmatização, identificação e segregação que precede o colapso das liberdades individuais".

Defesa 2
"Historicamente, processos de exclusão em massa só se tornam possíveis porque, em sua fase inicial, o Estado promove uma clivagem social, dividindo a população entre cidadãos que gozam de plenos direitos e uma categoria de indivíduos marginalizados e rotulados como uma 'ameaça de desestabilização' ao bem comum. Sem essa identificação visual e esse fichamento prévio, a perseguição sistemática não ganha escala", prosseguiu Barreto.

Defesa 3
"Minha crítica à exigência do passaporte sanitário na pandemia ataca exatamente esse mecanismo: o Estado utilizou a mesma lógica sociopolítica de etiquetar e isolar indivíduos, criando um precedente autoritário onde o controle e a perda de direitos fundamentais começam pela marcação pública e institucional do cidadão", completou o parlamentar.