O enterro do corpo da especialista financeira Kethiny Evilnyn Alves Caetano, 34 anos, conhecida como Ket Caetano, será marcado pela despedida de familiares e amigos nesta sexta-feira (23).
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A jovem de 34 anos morreu na madrugada de quinta-feira (22), dois dias após passar por uma cirurgia para corrigir o maxilar na Santa Casa de Misericórdia de Guaratinguetá. Nas redes sociais, amigos lamentaram a perda e publicaram homenagens à jovem.
O velório está previsto para começar às 13h, na rua Iososuke Okaue, em Itaquera, na zona leste de São Paulo. O sepultamento está marcado para as 16h, quando familiares e pessoas próximas poderão prestar as últimas homenagens a Ket.
A morte provocou uma onda de manifestações de pesar nas redes sociais, com mensagens que destacam a personalidade da jovem e a dor de quem conviveu com ela.
“Sentirei a sua falta eternamente, Ket”, escreveu Stefany Alves.
Dhe Santos, que trabalhou com Kethiny durante anos, também lamentou a morte. “Meu Deus, tô sem acreditar. Uma menina tão doce e gentil. Anos trabalhando juntas. Meus sentimentos à família, só Jesus pra trazer consolo nesse momento”, publicou.
Anderson Celestino destacou que a jovem partiu cedo demais e deixou lembranças entre as pessoas que a conheciam. “Você partiu cedo demais, mas deixou um pedacinho de luz neste mundo”, escreveu, ao manifestar solidariedade aos familiares e amigos.
Franciele Souza também prestou uma homenagem e ressaltou as qualidades da jovem. “Meus sentimentos, que o Senhor receba a Ket de braços abertos, desconheço uma pessoa mais autêntica e justa”, publicou.
Micheline Andrade, por sua vez, relatou ter passado pelo mesmo tipo de cirurgia nove meses antes e desejou conforto à família. As mensagens refletem a comoção provocada pela morte e a busca por respostas sobre o que aconteceu durante o procedimento.
Além da despedida, a família enfrenta a incerteza sobre as circunstâncias da morte. A mãe de Kethiny, Mara Alves Cunha, cobra explicações sobre a complicação que levou ao agravamento do estado de saúde da filha.
“O que aconteceu de fato? Isso não vai trazer a minha filha de volta, mas preciso saber o que aconteceu com ela”, afirmou Mara, em entrevista à TV Record.
Segundo a mãe, os familiares receberam informações desencontradas sobre o que teria ocorrido durante a cirurgia e ainda não sabem o que provocou a piora do quadro clínico.
A Polícia Civil investiga o caso e alterou o registro da ocorrência de morte suspeita para homicídio culposo. A classificação permite apurar se houve eventual negligência, imprudência ou imperícia, mas não significa que um erro médico tenha sido comprovado.
Especialista financeira, Kethiny morava no bairro de São Mateus, na zona leste de São Paulo, com o namorado e a enteada. A cirurgia ortognática, realizada para corrigir o maxilar, era um desejo antigo da jovem, que viajou ao Vale do Paraíba para fazer o procedimento.
De acordo com o boletim de ocorrência, Kethiny era considerada saudável, não tinha doenças preexistentes conhecidas e havia realizado os exames pré-operatórios, sem indicação de impedimentos para a cirurgia.
A paciente deu entrada na Santa Casa de Misericórdia de Guaratinguetá por volta das 13h de terça-feira (20). Conforme o relato da irmã à polícia, ao término do procedimento, a família foi informada de que havia ocorrido uma complicação, mas não recebeu explicações detalhadas sobre o episódio.
A documentação médica mencionada no registro policial aponta que Kethiny apresentou choque e hipoxemia — baixa concentração de oxigênio no sangue — ao final da cirurgia. Em seguida, foi encaminhada à UTI (Unidade de Terapia Intensiva), em estado grave, com quadro compatível com falta de oxigenação cerebral.
Os médicos informaram aos familiares que a paciente havia sofrido hipóxia cerebral, mas, segundo o boletim de ocorrência, não esclareceram o que teria provocado a intercorrência durante o procedimento.
Na madrugada de quarta-feira (21), os familiares foram chamados ao hospital e encontraram Kethiny inconsciente, entubada e sob sedação. Naquele dia, receberam a informação de que ela permanecia em estado crítico, embora estável.
Na madrugada de quinta-feira (22), a família foi comunicada sobre a piora irreversível do quadro e, posteriormente, sobre a morte da jovem.
Ainda conforme o boletim, os familiares receberam informações sobre uma situação envolvendo material utilizado durante a cirurgia, mas consideraram os esclarecimentos insuficientes.
A irmã relatou à polícia que profissionais do hospital classificaram o caso como atípico e informaram que seria realizada uma reunião com representantes da direção hospitalar, das equipes de anestesia e enfermagem e com o cirurgião responsável. O objetivo seria analisar os registros e os equipamentos utilizados na operação.
Na Guia de Encaminhamento de Cadáver, foram apontadas como possíveis causas da morte choque refratário a esclarecer, lesão encefálica anóxica e pós-operatório de cirurgia ortognática.
A investigação deverá esclarecer as circunstâncias da complicação e apurar se houve responsabilidade de algum profissional. Até o momento, não há conclusão sobre eventual erro médico.