A mãe de Kethiny Evilnyn Alves Caetano, de 34 anos, cobra explicações sobre as circunstâncias da morte da filha após uma cirurgia para corrigir o maxilar, realizada na Santa Casa de Misericórdia de Guaratinguetá.
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“O que aconteceu de fato? Isso não vai trazer a minha filha de volta, mas preciso saber o que aconteceu com ela”, afirmou Mara Alves Cunha, em entrevista à TV Record.
Conhecida como Ket Caetano, a mulher morreu na madrugada de quinta-feira (22), dois dias após passar por uma cirurgia ortognática. A família afirma que recebeu informações desencontradas sobre a complicação ocorrida durante o procedimento e ainda não sabe o que provocou o agravamento do quadro clínico.
O caso é investigado pela Polícia Civil, que alterou o registro da ocorrência de morte suspeita para homicídio culposo. A classificação permite apurar se houve eventual negligência, imprudência ou imperícia, mas não significa que um erro médico tenha sido comprovado.
“Cada um disse uma coisa, mas nada conclusivo. Não sabemos o que aconteceu com ela”, relatou Mara. Segundo a mãe, a família busca respostas sobre o atendimento prestado à filha e as circunstâncias que levaram à morte.
Especialista financeira, Kethiny morava no bairro de São Mateus, na zona leste de São Paulo, com o namorado e a enteada. A cirurgia para corrigir o maxilar era um desejo antigo, e ela viajou para o Vale do Paraíba para realizar o procedimento.
Segundo o boletim de ocorrência, a paciente era considerada saudável, não tinha doenças preexistentes conhecidas e havia realizado os exames pré-operatórios, sem indicação de impedimentos para a cirurgia.
De acordo com o relato da irmã à polícia, Kethiny deu entrada no hospital por volta das 13h de terça-feira (20). Ao término do procedimento, os familiares foram informados de que havia ocorrido uma complicação, mas afirmam que não receberam detalhes suficientes sobre o que aconteceu.
A documentação médica citada no registro policial aponta que a paciente apresentou choque e hipoxemia — baixa concentração de oxigênio no sangue — ao final da cirurgia. Ela foi encaminhada à UTI (Unidade de Terapia Intensiva) em estado grave, com quadro compatível com falta de oxigenação cerebral.
Os médicos informaram à família que Kethiny havia sofrido hipóxia cerebral, mas, conforme o boletim, não esclareceram o que teria provocado a intercorrência durante o procedimento.
Na madrugada de quarta-feira (21), os familiares foram chamados ao hospital e encontraram a paciente inconsciente, entubada e sob sedação.
Naquele dia, receberam a informação de que ela permanecia em estado crítico, embora estável. Na madrugada seguinte, foram comunicados sobre a piora irreversível e, posteriormente, sobre a morte.
Ainda segundo o boletim de ocorrência, a família recebeu informações sobre uma situação envolvendo material utilizado durante a cirurgia, mas considerou os esclarecimentos insuficientes.
A irmã também relatou que profissionais do hospital classificaram o caso como atípico e informaram que seria realizada uma reunião com representantes da direção hospitalar, das equipes de anestesia e enfermagem e com o cirurgião responsável para analisar os registros e os equipamentos utilizados na operação.
Na Guia de Encaminhamento de Cadáver, foram apontadas como possíveis causas da morte choque refratário a esclarecer, lesão encefálica anóxica e pós-operatório de cirurgia ortognática.
A investigação deverá esclarecer o que ocorreu durante o procedimento e se houve responsabilidade de algum profissional. Até o momento, não há conclusão sobre eventual erro médico.
O velório de Kethiny será realizado nesta sexta-feira (23), a partir das 13h, na rua Iososuke Okaue, 911, em Itaquera, na zona leste de São Paulo.
O sepultamento está marcado para as 16h. Familiares e amigos foram convidados a prestar as últimas homenagens à jovem.
A morte de Kethiny também provocou manifestações de pesar nas redes sociais. Amigos e pessoas que acompanharam a história lamentaram a perda e enviaram mensagens de apoio à família.
“Sentirei a sua falta eternamente, Ket”, escreveu Stefany Alves.
Micheline Andrade também comentou a notícia e relatou ter passado pelo mesmo tipo de cirurgia há nove meses. “Meu Deus, que triste. Que Deus conforte o coração da família”, publicou.
Nas mensagens, outras pessoas destacaram a pouca idade de Kethiny e desejaram força aos familiares neste momento de luto.