Terceira maior fabricante de aviões comerciais do mundo, a Embraer acumula 479 jatos comerciais a serem produzidos e entregues, conforme relatório financeiro divulgado pela fabricante nesta sexta-feira (23).
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Desse total, o jato E195-E2 tem a maior fatia das encomendas, com 282 pedidos firmes a entregar, seguido do jato E175, com 163 aviões a serem entregues, e do jato E190-E2, com 34.
Considerando os aviões entregues, o E175 lidera com 840 jatos, depois o E195-E2 com 182 e o E190-E2 com 42, totalizando 1.064 aeronaves entregues pela Embraer, de um total de 1.543 pedidos firmes – 1.003 do E175, 464 do E195-E2 e 76 do E190-E2.
A Embraer alcançou um novo recorde histórico de carteira de pedidos no terceiro trimestre de 2026, com US$ 35,7 bilhões (cerca de R$ 180 bilhões). O resultado representa crescimento de 3% em relação ao trimestre anterior e de 14% na comparação com o mesmo período de 2025.
Clientes nos Estados Unidos lideram o ranking de países que aguardam por entregas de aviões da Embraer, com 230 jatos, 48% do total. A Suécia aparece em segundo, com 45 jatos (9%), e depois Brasil (25), Japão (25), Chile (24), Holanda (20), Reino Unido (20) e Canadá (19).
No quesito de pedidos, a hegemonia americana é ainda mais superlativa. Empresas nos EUA encomendaram 1.032 jatos para a Embraer, nada menos do que 67% do total de pedidos recebidos pela companhia brasileira, que tem sede em São José dos Campos.
Desse total de pedidos, os americanos receberam 802 aeronaves, 75% do volume de entregas da Embraer.
O país na segunda colocação em pedidos é o Canadá, com 90, sendo 71 entregas e 19 jatos a receber. A Irlanda aparece em terceiro, com 51 encomendas, 50 jatos entregues e um a receber. Depois estão a Suécia (45 jatos encomendados), Japão (38), Holanda (37), Brasil (31) e Reino Unido (31) -- veja abaixo a lista de todos os países.
O histórico consolidado de negócios entre a Embraer e empresas americanas foi um dos principais fatores que levou o governo dos EUA a recuar de sobretaxar em mais 40% a importação de aviões no ano passado – segmento foi taxado em 10%, índice que a Embraer tenta reverter e trazer para zero.
Após o anúncio da sobretaxa de 40% em agosto de 2025, chegando a 50% de taxa para os aviões, o setor foi poupado do tarifaço do presidente Donald Trump após pressão de empresas aéreas americanas, além de trabalho de convencimento da própria Embraer.
Praticamente todo o mercado de aviação regional nos EUA utiliza aviões da fabricante brasileira, especialmente o E175, considerado “espinha dorsal da aviação regional americana”.
Desde a sua fundação em 1969, a Embraer já entregou mais de 9.000 aeronaves. Em média, a cada 10 segundos, um avião fabricado pela Embraer decola de algum lugar no mundo, transportando mais de 150 milhões de passageiros por ano.