Presidência
Réu por improbidade administrativa em uma ação relacionada ao contrato do Hospital Público Veterinário de Taubaté, o veterinário Wilson Grassi Júnior (Democrata), que ficou em penúltimo lugar entre os 12 candidatos à Presidência da República no primeiro turno, anunciou que apoiará Flávio Bolsonaro (PL) na disputa do segundo turno.
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Lula
"Eu não posso ir de Lula", disse o veterinário. "Eu tenho uma mãe de 80 anos que simplesmente odeia a esquerda, odeia o PT. Se eu apoiar o Lula, eu perco a minha mãe. E entre a política e a minha mãe, eu prefiro a minha mãe", completou.
Flávio
O veterinário afirmou que enviou à Flávio Bolsonaro uma carta para pedir que o candidato do PL se comprometa com cinco pautas ligadas à causa animal. "Não é tão simples apoiar o Flávio a troco de nada, porque no plano de governo, Flávio, você não fala nada dos animais, nada".
Votos
No primeiro turno, Grassi Júnior recebeu 16.881 votos (0,01% dos válidos no país), e ficou à frente apenas de Rui Costa Pimenta (PCO), que obteve 15.024 votos (também 0,01% dos válidos).
Hospital
O Hospital Público Veterinário de Taubaté funcionou entre maio de 2022 e junho de 2026. Na ação, ajuizada pelo Ministério Público em 2025 e que tramita em segredo de justiça, o veterinário é apontado como pivô de um sofisticado esquema de desvio de recursos públicos, que teria sido colocado em prática na execução do contrato entre a Prefeitura de Taubaté e a Anclivepa (Associação Nacional de Clínicos Veterinários de Pequenos Animais), que manteve o hospital veterinário do município ao longo dos quatro anos de funcionamento da unidade. Grassi Junior nega qualquer irregularidade.
Processo
Em meio a esse processo, desde dezembro de 2025, Grassi Junior, a Anclivepa e mais sete empresas rés - que são ligadas ao veterinário e a outros dirigentes da associação - estão com os bens bloqueados pela Justiça. Em 2026, à Justiça Eleitoral, o veterinário declarou ter R$ 50 milhões em bens - uma evolução patrimonial de 199.900% em 20 anos.