16 de outubro de 2026
RAIO-X DO MAGISTÉRIO

Professores da rede estadual ganham, em média, R$ 6 mil

Por Guilherme Renan | da Redação
| Tempo de leitura: 3 min
Divulgação
Levantamento da Secretaria da Educação traça perfil de cerca de 200 mil docentes em São Paulo; maior concentração está na faixa dos 40 aos 49 anos

Os professores da rede estadual de ensino de São Paulo recebem, em média, R$ 6.033,97 por mês, segundo levantamento divulgado pela Secretaria da Educação do Estado (Seduc-SP). A pesquisa apresenta o perfil dos aproximadamente 200 mil docentes responsáveis pelo ensino de 3 milhões de estudantes em cerca de 5 mil escolas.

Além da remuneração, os dados mostram a distribuição dos profissionais por idade, disciplina, formação acadêmica e local de nascimento.

A maior concentração de professores está na faixa dos 40 aos 49 anos, embora o levantamento também revele a presença de profissionais com mais de 70 anos em atividade.

São 13,1 mil docentes entre 20 e 29 anos e 35,5 mil entre 30 e 39 anos. Outros 61 mil têm de 50 a 59 anos, enquanto 20,9 mil estão na faixa dos 60 aos 69 anos.

A rede conta ainda com 1.575 professores com mais de 70 anos, dos quais 30 têm 74 anos, conforme os dados apresentados pela secretaria.

Matemática lidera

Matemática é a disciplina com o maior número de professores em sala de aula na rede estadual paulista. São 26,2 mil docentes, o equivalente a aproximadamente 13,1% do total de 200 mil profissionais informado pela secretaria.

Em seguida aparecem língua portuguesa, com 25,6 mil professores; história, com 16,5 mil; geografia, com 15,2 mil; e ciências, com 12,9 mil.

O levantamento também apresenta informações sobre o estado civil dos profissionais. A maior parcela é formada por casados, com 96,6 mil docentes, seguida por solteiros, com 74,2 mil.

Há ainda 20,6 mil divorciados, 2.671 viúvos e 2.435 professores em união estável.

Salários chegam a R$ 20,4 mil

A remuneração média mensal dos professores em sala de aula é de R$ 6.033,97. O maior salário registrado entre os profissionais considerados no levantamento chega a R$ 20,4 mil.

Os valores divulgados não detalham, no material apresentado, a distribuição dos vencimentos por jornada de trabalho, tempo de carreira ou vínculo funcional.

Quanto à origem dos docentes, 159,7 mil nasceram no estado de São Paulo.

Entre os professores naturais de outros estados, aparecem profissionais de Minas Gerais, Bahia, Paraná, Pernambuco, Ceará, Rio de Janeiro, Piauí, Paraíba e Alagoas.

A rede estadual também conta com 220 docentes nascidos no exterior, provenientes de 35 países.

Portugal lidera a relação, com 30 professores, seguido pelo Japão, com 22. Argentina e Chile têm 18 representantes cada, enquanto Angola registra 15 e Bolívia, 13.

O levantamento aponta ainda 389 professores indígenas e 45 docentes que atuam em escolas quilombolas.

Formação acadêmica

Entre os profissionais que atualizaram os dados de escolaridade no sistema da secretaria, 64,6 mil informaram possuir especialização, 6.859 têm mestrado e 1.644 concluíram doutorado.

A Seduc-SP também divulgou informações sobre programas de formação continuada e valorização profissional.

Segundo a pasta, mais de 125 mil profissionais participaram, no primeiro semestre deste ano, de atividades do Multiplica SP, programa voltado à troca de experiências, práticas pedagógicas e metodologias entre educadores.

Outra iniciativa citada é o Prêmio Professor Nota 1.000, que reconheceu mil docentes por seu desempenho no processo de ensino e aprendizagem.

O governo estadual informou ainda ter destinado R$ 1 bilhão ao pagamento de bônus relacionado aos resultados do Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo (Saresp), beneficiando mais de 188 mil profissionais neste ano.

Na área de progressão funcional, o Estado retomou, em 2024, a prova de promoção do Quadro do Magistério, após sete anos sem a realização do exame.

A aprovação permite acréscimo de 10,5% no salário-base dos profissionais contemplados, conforme as regras da carreira.