15 de outubro de 2026
INVESTIGAÇÃO

Depósito do tráfico: adega em São José escondia 30 kg de maconha

Por Da redação | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução
Droga encontrada escondida em adega na zona sudeste de São José

Quase 30 kg de maconha foram encontrados em uma adega no Jardim São Judas Tadeu, na região sudeste de São José dos Campos, na tarde dessa quarta-feira (14).

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A Polícia Civil suspeita que o estabelecimento era utilizado como depósito de drogas destinadas à distribuição para traficantes de diferentes regiões do município.

Segundo o boletim de ocorrência, os entorpecentes estavam escondidos em um freezer desativado, nos fundos de uma adega localizada na avenida São Jerônimo. O equipamento estava parcialmente encoberto por engradados e caixas de cerveja.

A apreensão ocorreu após policiais militares receberem uma denúncia anônima de que o proprietário do estabelecimento, identificado como Samuel, conhecido pelo apelido de “Samuca”, utilizaria o local para armazenar grandes quantidades de entorpecentes.

Durante as buscas, os agentes abriram o freezer e perceberam um forte odor de maconha. No interior do equipamento, encontraram 65 tijolos da droga, posteriormente encaminhados para os procedimentos de apreensão e perícia.

Funcionário foi ouvido e liberado

No momento da abordagem, os policiais encontraram um funcionário da adega. Ele autorizou a entrada da equipe e acompanhou as buscas, conforme o registro policial.

Em depoimento, ele afirmou que trabalhava no estabelecimento havia aproximadamente um mês e que desconhecia a existência dos entorpecentes. Segundo ele, o proprietário comparecia esporadicamente ao comércio e tinha acesso à área dos fundos, onde a droga foi localizada.

O funcionário também relatou que tentou entrar em contato com o empregador após a descoberta, mas não obteve resposta. De acordo com o boletim, o proprietário não foi localizado durante a ocorrência.

Polícia investiga suspeita de tráfico

Após ouvir o funcionário e analisar as informações reunidas durante a ocorrência, a autoridade policial decidiu não formalizar o indiciamento nem prender o empregado em flagrante naquele momento.

O despacho considerou a colaboração dele com a equipe, a alegação de desconhecimento sobre a droga e a ausência de elementos suficientes para justificar medidas mais graves naquele estágio da apuração.

O funcionário foi liberado após prestar depoimento. A decisão não encerra a investigação, que deverá prosseguir para esclarecer quem era responsável pelo armazenamento dos entorpecentes e se o imóvel era utilizado para abastecer pontos de venda de drogas em São José dos Campos.

O caso foi encaminhado ao distrito policial responsável pela área. A Polícia Civil também determinou a realização de perícia nas substâncias apreendidas e a continuidade das diligências para identificar e responsabilizar os envolvidos.