Quase 30 kg de maconha foram encontrados em uma adega no Jardim São Judas Tadeu, na região sudeste de São José dos Campos, na tarde dessa quarta-feira (14).
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A Polícia Civil suspeita que o estabelecimento era utilizado como depósito de drogas destinadas à distribuição para traficantes de diferentes regiões do município.
Segundo o boletim de ocorrência, os entorpecentes estavam escondidos em um freezer desativado, nos fundos de uma adega localizada na avenida São Jerônimo. O equipamento estava parcialmente encoberto por engradados e caixas de cerveja.
A apreensão ocorreu após policiais militares receberem uma denúncia anônima de que o proprietário do estabelecimento, identificado como Samuel, conhecido pelo apelido de “Samuca”, utilizaria o local para armazenar grandes quantidades de entorpecentes.
Durante as buscas, os agentes abriram o freezer e perceberam um forte odor de maconha. No interior do equipamento, encontraram 65 tijolos da droga, posteriormente encaminhados para os procedimentos de apreensão e perícia.
No momento da abordagem, os policiais encontraram um funcionário da adega. Ele autorizou a entrada da equipe e acompanhou as buscas, conforme o registro policial.
Em depoimento, ele afirmou que trabalhava no estabelecimento havia aproximadamente um mês e que desconhecia a existência dos entorpecentes. Segundo ele, o proprietário comparecia esporadicamente ao comércio e tinha acesso à área dos fundos, onde a droga foi localizada.
O funcionário também relatou que tentou entrar em contato com o empregador após a descoberta, mas não obteve resposta. De acordo com o boletim, o proprietário não foi localizado durante a ocorrência.
Após ouvir o funcionário e analisar as informações reunidas durante a ocorrência, a autoridade policial decidiu não formalizar o indiciamento nem prender o empregado em flagrante naquele momento.
O despacho considerou a colaboração dele com a equipe, a alegação de desconhecimento sobre a droga e a ausência de elementos suficientes para justificar medidas mais graves naquele estágio da apuração.
O funcionário foi liberado após prestar depoimento. A decisão não encerra a investigação, que deverá prosseguir para esclarecer quem era responsável pelo armazenamento dos entorpecentes e se o imóvel era utilizado para abastecer pontos de venda de drogas em São José dos Campos.
O caso foi encaminhado ao distrito policial responsável pela área. A Polícia Civil também determinou a realização de perícia nas substâncias apreendidas e a continuidade das diligências para identificar e responsabilizar os envolvidos.