13 de outubro de 2026
CASO GISELE

Coronel do Vale tem prisão mantida por risco a testemunhas

Por Da Redação | São Paulo
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução
Geraldo Neto chora durante depoimento

A Justiça de São Paulo negou um pedido de liberdade para o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, réu pelo feminicídio da esposa, a soldado da Polícia Militar Gisele Alves Santana, de 32 anos. A decisão foi proferida no final da tarde desta terça-feira (13/10) pela juíza Michelle Porto de Medeiros Cunha Carreiro, da 5ª Vara do Júri, após manifestação contrária do Ministério Público.

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Natural de Taubaté e com histórico de atuação na Polícia Militar em São José dos Campos — onde também tem residência —, o oficial está detido desde o dia 18 de março, quando recebeu mandado em seu apartamento na cidade da região. A prisão ocorreu um mês após a policial ser encontrada morta com um tiro na cabeça no apartamento do casal, localizado no centro da capital paulista. Laudos periciais apontaram a impossibilidade de o disparo ter partido da própria vítima.

Para manter a prisão preventiva, a magistrada destacou que os motivos que fundamentaram a medida continuam válidos, com ênfase no risco de interferência na coleta de depoimentos. A decisão aponta que o próprio réu admitiu em juízo ter tentado contato com uma testemunha chave, a policial militar e amiga da vítima Sheila Aparecida Magrini, ligando para o batalhão onde ela trabalhava sob o argumento de apresentar sua versão dos fatos.

A defesa argumentou que a manutenção da custódia seria desnecessária por conta do encerramento da oitiva das testemunhas e do interrogatório do réu, solicitando medidas cautelares alternativas. O pedido, no entanto, foi rejeitado sob a justificativa de que, caso o caso vá a júri popular, as testemunhas poderão ser chamadas a depor novamente perante os jurados.

Com a negativa, o oficial continuará preso, e o processo avança para a fase de apresentação das alegações finais pelas partes envolvidas.