Um crime brutal chocou os moradores da Vila Tesouro, na região leste de São José dos Campos, na tarde da última segunda-feira (12). Tatimara Pereira da Silva, 33 anos, foi morta a facadas dentro de uma residência.
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O autor do feminicídio, seu companheiro José Menegildo Gomes, 47 anos, confessou espontaneamente o crime aos policiais militares e afirmou que matou a mulher após uma briga motivada por desavenças ligadas à rede social TikTok.
De acordo com o boletim de ocorrência registrado pela DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) de São José dos Campos, a Polícia Militar foi acionada via Copom após relatos de desentendimento entre o casal e pedidos de socorro.
Ao chegar à casa na rua C, as equipes encontraram a vítima caída ao solo com ferimentos provocados por objeto perfurocortante. Equipes do Samu e do Corpo de Bombeiros tentaram prestar atendimento emergencial, mas a morte de Tatimara foi constatada ainda no local.
O suspeito não estava na casa no momento da chegada dos policiais. Após buscas pela região, José Menegildo foi localizado entre dez e quinze minutos depois, em uma praça no Jardim Copacabana, a poucos quarteirões da cena do crime. Ele estava sem camisa, visivelmente nervoso e apresentava manchas de sangue nas mãos.
Ao ser abordado, o agressor admitiu ter desferido de dois a três golpes de faca contra a companheira após a discussão por causa do aplicativo.
A faca utilizada no ataque, com cabo de madeira, foi apreendida pela perícia sobre um móvel próximo ao corpo da vítima, no local indicado pelo próprio autor.
Os celulares de ambos e as roupas manchadas de sangue também foram recolhidos para análise técnica.
Conforme os registros oficiais da Polícia Civil, José Menegildo é egresso do sistema prisional.
Sua folha de antecedentes criminais indica uma condenação prévia e definitiva pelo Tribunal do Júri por homicídio qualificado, com pena de 14 anos de reclusão decorrente de um processo de 2005, cuja execução de pena foi extinta em 2019.
O documento policial destaca, contudo, que não há confirmação de que a condenação anterior tenha envolvido contexto de violência doméstica ou feminicídio.
A Polícia Civil ratificou a prisão em flagrante por feminicídio consumado e violência doméstica, sem arbitramento de fiança.
A DDM solicitou à Justiça a conversão da prisão em preventiva, citando a extrema gravidade do delito e o histórico criminal do investigado como fundamentação para garantir a ordem pública. O caso segue sob investigação da Polícia Civil.