Uma multidão se reuniu na avenida Paulista, em São Paulo, neste domingo (11), em um ato de apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição. Diante dos manifestantes, Lula defendeu o fim da escala de trabalho 6x1, cobrou a votação da proposta no Senado e voltou a criticar seu adversário no segundo turno, Flávio Bolsonaro (PL).
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Durante o discurso, o presidente afirmou confiar na votação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que prevê mudanças na jornada de trabalho. A análise está marcada para quarta-feira (14), segundo o calendário anunciado pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre.
Lula também defendeu a criação do Ministério da Segurança Pública, com a ampliação da participação do governo federal na área, atualmente sob responsabilidade principalmente dos estados.
Ao falar sobre a proposta que prevê o fim da escala 6x1, Lula afirmou que espera a votação da PEC e cobrou um posicionamento dos parlamentares do PL, partido de Flávio Bolsonaro.
“Ele não tem coragem de votar contra a população”, declarou o presidente, ao se referir ao adversário na disputa eleitoral.
A votação da proposta é considerada estratégica para a campanha de Lula na reta final do segundo turno. O presidente pretende usar a posição dos parlamentares adversários sobre o tema para questionar o compromisso deles com os trabalhadores.
A PEC precisa de pelo menos 49 votos favoráveis no Senado, o equivalente a três quintos dos integrantes da Casa, para ser aprovada. Flávio Bolsonaro e o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador de sua campanha, estão entre os nomes que devem participar da votação.
Lula voltou a defender que os trabalhadores tenham mais tempo para atividades além do emprego, como convivência familiar, estudo e cultura.
Outro tema abordado por Lula foi a segurança pública. O presidente afirmou que pretende avançar na proposta que amplia a atuação do governo federal na área e estabelece uma divisão de responsabilidades entre União, estados e municípios.
Segundo ele, a medida será apresentada na quarta-feira (14), às 11h. Lula afirmou que a aprovação da PEC abriria caminho para a criação do Ministério da Segurança Pública.
“Vamos definir o nosso papel, o papel do estado, o papel do município, da segurança pública”, disse.
A proposta busca ampliar a capacidade de atuação do governo federal na área, inclusive em ações conjuntas com os estados. O tema integra a agenda de campanha do presidente para o segundo turno.
Diante da multidão reunida na avenida Paulista, Lula também fez um apelo aos nordestinos que vivem em São Paulo, pedindo mobilização para ampliar o comparecimento às urnas no segundo turno, marcado para 25 de outubro.
O presidente levou ao trio elétrico os governadores reeleitos no primeiro turno Elmano Freitas (Ceará), Rafael Fonteles (Piauí) e Jerônimo Rodrigues (Bahia).
Os três destacaram a presença e a influência da população nordestina em São Paulo e defenderam que apoiadores conversem com eleitores que não votaram no primeiro turno ou que ainda não decidiram em quem votar.
Lula afirmou que é necessário convencer essas pessoas a participar da eleição e reforçou a importância do voto para o futuro do país.
O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) também discursou na manifestação e direcionou críticas a Flávio Bolsonaro. Ele mencionou o caso envolvendo o Banco Master e seu fundador, Daniel Vorcaro, ao questionar declarações do adversário sobre a relação entre ambos.
Alckmin também citou a Constituição Federal e afirmou que a população paulista defende a democracia e não aceita um retrocesso democrático.
O ato na Paulista ocorre na reta final da campanha presidencial, em meio à disputa por votos para o segundo turno. A mobilização busca reforçar o apoio a Lula em São Paulo, estado considerado estratégico para o resultado da eleição.
* Com informações do portal UOL