O Governo de São Paulo enviou, neste domingo (11), uma força-tarefa para reforçar o combate aos incêndios florestais no Amazonas. A operação reúne 30 profissionais do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil, além de 11 mil litros de retardante de incêndio, drones, cisternas e equipamentos para atuar em áreas de difícil acesso.
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Os materiais embarcaram às 11h no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas, no interior paulista. Os agentes seguiram para Manaus, onde devem trabalhar em conjunto com as equipes locais para conter o avanço das chamas e proteger áreas ameaçadas pelo fogo.
A missão conta com 25 integrantes do Corpo de Bombeiros, especializados em combate a incêndios, e cinco profissionais da Defesa Civil estadual. A equipe foi mobilizada para ampliar a capacidade de resposta diante dos desafios impostos pela extensão das áreas atingidas e pelas dificuldades de acesso à floresta.
O grupo leva equipamentos para monitorar os focos de incêndio, identificar áreas de risco e orientar o trabalho das equipes em solo. Entre os recursos estão drones com câmeras térmicas, bombas costais, estações de energia para recarga, placas solares e sistemas de internet via satélite.
O capitão Fabio Scapassassi, do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar de São Paulo, é o comandante da operação. Segundo ele, os equipamentos serão importantes para ampliar o alcance das equipes em regiões de difícil acesso.
A força-tarefa também conta com dois drones da Unidade de Aviação e Veículos Aéreos Não Tripulados, que poderão auxiliar no monitoramento das áreas atingidas e no planejamento das estratégias de combate. Os equipamentos já foram utilizados em um incêndio de grandes proporções em uma indústria química de Itaquaquecetuba, em agosto.
Um dos principais recursos enviados ao Amazonas são os 11 mil litros de retardante de incêndio. O produto potencializa a ação da água e ajuda a reduzir o risco de reignição da vegetação após o controle das chamas.
Segundo o tenente Ramatuel Diego Dantas, da Defesa Civil estadual, o retardante pode ser até cinco vezes mais efetivo do que a água, conforme as condições de aplicação.
A operação também inclui quatro cisternas, com capacidade conjunta de até 24 mil litros de água. Os reservatórios poderão abastecer as equipes em solo e apoiar as operações com helicópteros, reduzindo a necessidade de deslocamentos longos para buscar água em regiões remotas.
Além do combate direto ao fogo, os profissionais atuarão na contenção da propagação das chamas e na proteção de áreas sob ameaça. A definição das frentes de trabalho será feita em conjunto com as autoridades locais.
A equipe paulista reúne profissionais com experiência em operações de grande porte. Em 2024, São Paulo enfrentou uma das temporadas mais severas de incêndios florestais de sua história, com mobilização de equipes em diferentes regiões do estado.
Em 2025, o estado registrou redução de 91% nos focos de incêndio em comparação com o ano anterior, segundo os dados divulgados pelo governo paulista. A experiência adquirida em ações de prevenção, monitoramento e combate será utilizada no apoio às equipes do Amazonas.
Para o secretário-executivo da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, Henguel Ricardo Pereira, a mobilização representa uma ação de cooperação entre os estados diante de uma emergência ambiental agravada por eventos extremos relacionados às mudanças climáticas.
A capitã Karoline Burunsizian Magalhães, do Corpo de Bombeiros, destacou que a integração com os profissionais locais será fundamental para organizar as estratégias e ampliar a eficiência das operações.
O transporte dos profissionais, equipamentos e suprimentos foi realizado gratuitamente pela Azul Linhas Aéreas. Conforme a necessidade do trabalho em campo, novos profissionais e materiais poderão ser enviados para reforçar a operação no Amazonas.