Mais de 14 anos depois da chamada Batalha da Inajar, um dos principais confrontos entre torcidas organizadas de Corinthians e Palmeiras, a Justiça condenou um dos envolvidos pela morte de um torcedor palmeirense. O julgamento terminou nesta terça-feira (6) com a sentença de Carlos Roberto de Britto Junior, de 43 anos.
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O crime ocorreu em São Paulo, na zona norte da capital, durante uma briga entre torcedores marcada para acontecer na Avenida Inajar de Souza, em 25 de março de 2012. Britto Junior, torcedor do Corinthians, foi condenado pelo 2º Tribunal do Júri da Capital a 16 anos e 4 meses de reclusão por homicídio qualificado pela morte de Guilherme Vinicius Jovanelli, de 19 anos, que torcia pelo Palmeiras.
Além de Britto Junior, outros nove réus corintianos participaram do julgamento. Segundo a Justiça, um teve a punibilidade extinta e outros oito foram absolvidos. O processo também reúne nove torcedores palmeirenses, mas o julgamento deles ainda não tem data definida.
A briga entre torcedores de Corinthians e Palmeiras foi marcada para 25 de março de 2012, na Avenida Inajar de Souza. Aproximadamente 300 torcedores participaram do confronto, que terminou com a morte de Guilherme Vinicius Jovanelli.
O conflito, segundo as informações do processo, teria relação com um episódio ocorrido meses antes. Em agosto de 2011, o corpo de um torcedor corintiano de 27 anos foi encontrado no rio Tietê.
Torcedores do Corinthians atribuíram a morte do rapaz a integrantes da torcida palmeirense. A briga ocorrida na Avenida Inajar de Souza teria sido motivada por esse episódio e tratada como uma espécie de vingança.
O julgamento desta semana reuniu 52 pessoas e ocorreu mais de uma década após o confronto. A condenação de Carlos Roberto de Britto Junior encerra uma parte do processo, mas a ação ainda terá novos desdobramentos devido aos demais réus.
Os nove torcedores palmeirenses que também respondem ao processo ainda aguardam a definição da data para serem julgados.