Dez candidatos ligados à RMVale (Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte) estão entre os que receberam menos votos nas urnas nesse domingo (4). Cinco deles disputaram para deputado estadual, e os outros para federal. Juntos, eles somaram 1.234 votos.
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No total, os candidatos a deputado estadual ligados à região receberam 882.172 votos nas eleições de 2026. Entre os 79 nomes registrados para deputado estadual, porém, a votação ficou muito distante dos candidatos que conseguiram as maiores marcas nas urnas.
No caso dos candidatos a deputado federal, os 69 nomes ligados à RMVale somaram cerca de 500 mil votos. O levantamento foi feito com base nos dados oficiais do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
Ao todo, a região teve 151 candidatos registrados nas eleições de 2026: 79 para deputado estadual, 69 para deputado federal, dois para o Senado e um para vice-governador de São Paulo.
A RMVale tinha 1,92 milhão de eleitores aptos a votar no domingo (4). Na disputa presidencial, foram registrados 1,45 milhão de votos válidos, além de 33.185 votos em branco e 42.948 nulos.
Na disputa por uma vaga na Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo), Marcelino do Vale (Agir), de Taubaté, teve a menor votação entre os candidatos ligados à RMVale que tiveram votos contabilizados. Ele recebeu 58 votos.
Na sequência aparecem Ezequiel dos Santos (DC), de Ubatuba, com 63 votos, e Margarete do Brechó (Avante), de São José dos Campos, com 75.
Completam a lista dos cinco menos votados Luciana Pellegrini (Federação Renovação Solidária), de Cruzeiro, com 96 votos, e Rafael Dutra (Avante), de São Sebastião, com 104.
Os cinco nomes somaram apenas 396 votos, uma diferença expressiva em relação aos candidatos que lideraram a votação regional.
No outro extremo, Thomaz Henrique (PL), vereador de São José dos Campos, foi o candidato a deputado estadual ligado à RMVale mais votado, com 178.164 votos, garantindo uma cadeira na Alesp.
A segunda maior votação foi de Letícia Aguiar (PL), também de São José dos Campos, que recebeu 94.832 votos e foi reeleita.
Eduardo Cury (PL), ex-prefeito de São José dos Campos e ex-deputado federal, teve 66.860 votos e também foi eleito para a Câmara dos Deputados.
Entre os candidatos a deputado federal ligados à RMVale, a menor votação entre os nomes que tiveram votos computados foi de Sgt. Tiago Celestino (Avante), de Taubaté, com 53 votos.
Logo depois aparece Pedro Oliva (Agir), de São José dos Campos, com 55 votos. O terceiro nome da lista é Claudio Brunini (Federação PSDB-Cidadania), de Caçapava, que recebeu 235 votos.
A relação dos cinco menos votados é completada por Mari Luz Advogada (Novo), de São José dos Campos, com 244 votos, e Andre Lopes (Agir), de São Sebastião, com 251 votos.
Juntos, os cinco candidatos receberam 838 votos em toda a eleição.
Além dos candidatos com baixa votação, três nomes ligados à disputa para deputado estadual apareceram como inaptos a concorrer e, por isso, não tiveram votos contabilizados: Antonio Jorge (DC), de Taubaté; Santiago "Mestre" (Mobilização Nacional), de Ubatuba; e Valmir Oliveira (DC), de Caraguatatuba.
Na disputa para deputado federal, outros três candidatos também estavam inaptos e ficaram sem votos computados: Hellen Mello (Novo), de Caraguatatuba; Marijane (PSB), de Caraguatatuba; e Katia Draber (Missão), de Jacareí.
Os dados permitem dimensionar a distância entre os candidatos que concentraram grande parte dos votos da RMVale e aqueles que tiveram participação mais discreta na eleição de 2026.