A Justiça de São Paulo decretou a prisão preventiva do bombeiro Marcos Paulo Fujarra de Oliveira, de 28 anos, acusado de matar a tiros o estudante de medicina Bruno Hashimura San Juliano, de 23 anos, em Taubaté.
Marcos havia sido preso em flagrante após o crime, mas recebeu liberdade provisória durante a audiência de custódia, mediante o cumprimento de medidas cautelares. O Ministério Público de São Paulo recorreu da decisão e pediu a prisão preventiva do acusado.
O recurso foi apresentado pelo promotor de Justiça Brenno Arruda Sobreira de Siqueira Figueiredo. Para o Ministério Público, as medidas determinadas inicialmente pela Justiça eram insuficientes diante das circunstâncias do caso.
Com a nova decisão, Marcos volta a ficar preso preventivamente. Ele responderá por homicídio doloso.
A ordem de prisão foi expedida, mas o cumprimento do mandado está temporariamente condicionado às regras eleitorais. Isso porque o artigo 236 do Código Eleitoral estabelece restrições à prisão de eleitores no período que antecede e sucede a votação, com exceções previstas na própria legislação.
Como o primeiro turno será realizado neste domingo (4), esse período teve início na terça-feira (29) e termina na próxima terça-feira (6). Na prática, a prisão preventiva de Marcos deverá ser efetivada somente após o encerramento dessa restrição eleitoral, desde que não haja alguma das hipóteses legais que permitem a prisão no período.
O crime aconteceu na manhã de 30 de setembro, na Avenida Professor Walter Thaumaturgo, conhecida como Avenida do Povo, em Taubaté, após uma discussão de trânsito.
Bruno foi baleado durante o desentendimento. Ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.
O bombeiro foi preso em flagrante após a ocorrência. O caso provocou forte repercussão na região e é investigado como homicídio.