Uma brasileira de 35 anos é suspeita de ter matado a própria filha, de 4 anos, e depois atirado contra si mesma poucas horas após uma decisão judicial sobre a guarda da criança nos Estados Unidos. A menina morreu no local, enquanto a mãe foi socorrida em estado grave e morreu no hospital no dia seguinte.
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O caso aconteceu em Houston, no Texas, na terça-feira (29). A criança foi identificada como Vivian Savella. Segundo a Polícia de Houston, Cibelle Savella foi encontrada ferida após os disparos e levada para atendimento médico, mas não resistiu.
Horas antes do crime, um juiz havia determinado que Vivian ficaria sob os cuidados principais do pai, Aaron Savella. A menina deveria ser entregue ao pai naquela noite, mas isso não chegou a acontecer.
O tenente Larry Crowson, da Polícia de Houston, afirmou à emissora ABC13 que houve uma audiência de guarda no mesmo dia e que a decisão não foi favorável à mãe. Segundo ele, Cibelle voltou para casa após a audiência e os disparos aconteceram posteriormente.
Documentos judiciais citados pela imprensa americana apontam que a decisão colocou Vivian sob a guarda principal do pai e determinou que a mãe tivesse contato com a filha somente sob supervisão.
Entre as restrições mencionadas em reportagens sobre o processo está a determinação de que Cibelle não poderia falar em português com a filha sem a presença de um supervisor que compreendesse o idioma. A decisão também restringiu a participação da mãe em atividades escolares e outras questões relacionadas à criança.
A Justiça ainda teria determinado pagamentos relacionados à manutenção da filha e a despesas médicas. Os motivos que levaram à imposição dessas restrições não foram esclarecidos publicamente pelas autoridades.
Segundo os advogados de Aaron, ele aguardava o retorno de Vivian para casa na noite em que ocorreu o crime. Em comunicado divulgado pela família, os representantes afirmaram que o pai havia seguido as determinações judiciais e confiado no andamento do processo.
A família informou que Vivian era muito querida pelo pai e pelas pessoas próximas. Em declaração divulgada pelos advogados, os familiares disseram estar devastados pela morte da menina.
O atual marido de Cibelle e uma babá estavam na residência no momento dos disparos, segundo informações divulgadas pela imprensa local. Eles não foram apontados pelas autoridades como envolvidos no caso.
Cibelle e Aaron estavam envolvidos em uma disputa judicial pela guarda de Vivian após o fim do relacionamento. O divórcio foi concluído em 2024, segundo informações divulgadas sobre o processo.
A investigação da Polícia de Houston continua para esclarecer as circunstâncias do crime. A menina morreu no local, enquanto Cibelle foi encaminhada ao hospital e teve a morte confirmada na quarta-feira (30).