02 de outubro de 2026
APÓS PERDER A GUARDA

Brasileira mata a filha de 4 anos e tira a própria vida nos EUA

Por Da redação | EUA
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução

Uma tragédia familiar chocou a cidade de Houston, no estado do Texas (EUA).

A brasileira Cibelle Kubala, de 35 anos, tirou a vida de sua filha Vivian, de apenas 4 anos, e cometeu suicídio em seguida. O crime ocorreu horas depois de uma audiência judicial que concedeu a guarda da criança ao pai, o norte-americano Aaron Savella.

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A polícia de Houston informou que o incidente aconteceu na residência da família. De acordo com o tenente Larry Crowson, da Polícia local, Cibelle havia acabado de retornar do tribunal, onde recebeu uma decisão desfavorável no processo de custódia.

Ao chegar em casa, a mãe atirou contra a criança e, em seguida, contra si mesma. A pequena Vivian morreu no local. Cibelle foi socorrida e levada ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu no dia seguinte.

No momento do crime, o atual marido de Cibelle, Greg Kubala, e a babá da criança estavam na casa. As autoridades descartaram qualquer envolvimento dos dois no ocorrido, ressaltando que ambos tentaram socorrer as vítimas com manobras de reanimação até a chegada da emergência.

Disputa judicial e alegações de restrições

Cibelle e Aaron se separaram em novembro de 2022, iniciando um longo e conturbado litígio pela guarda da filha. Segundo relatos de familiares ao portal UOL, a brasileira vinha enfrentando uma rotina de fortes desgastes na Justiça americana desde o fim do casamento.

Entre as determinações mais recentes impostas pelo Tribunal do Condado de Harris, a mãe havia sido proibida de se comunicar com a filha em português sem a presença de um supervisor que compreendesse o idioma. Além disso, foram impostas limitações à sua participação em atividades escolares da menina, bem como a obrigação do pagamento de pensão e custos médicos ao ex-marido.

Na audiência que antecedeu a tragédia, a juíza Lawton-Evans determinou que Vivian moraria primariamente com o pai, outorgando a Aaron o direito exclusivo de decidir sobre a educação e a saúde física e mental da criança. A menina deveria ter sido entregue ao pai na mesma noite em que ocorreu o crime.

Em declaração emitida por seus advogados, a família do pai manifestou profundo desolamento e destacou que Aaron sempre seguiu rigorosamente todos os trâmites legais para proteger a filha, confiando nas decisões do tribunal.

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