Um vídeo registrado após os disparos mostra o estudante de medicina Bruno Hashimura San Juliano, de 23 anos, correndo pela avenida Professor Walter Thaumaturgo, a Avenida do Povo, em Taubaté, já ferido. As imagens poderão auxiliar a Polícia Civil na reconstrução da ocorrência que terminou com a morte do jovem.
Clique aqui para fazer parte da comunidade de OVALE no WhatsApp e receber notícias em primeira mão. E clique aqui para participar também do canal de OVALE no WhatsApp
Bruno seguia para a faculdade para realizar uma prova de imunologia clínica quando se envolveu em uma discussão de trânsito na avenida.
Segundo o boletim de ocorrência, ele dirigia um Chevrolet Prisma prata. O outro veículo envolvido era um Jeep Renegade preto, conduzido pelo bombeiro militar Marcos Paulo Fujarra de Oliveira, de 28 anos, investigado pelo caso.
A discussão terminou com disparos contra o estudante. Bruno caiu na calçada e foi socorrido ao Hospital Regional de Taubaté, mas não resistiu aos ferimentos. O registro policial aponta inicialmente cinco disparos. Uma pistola Taurus calibre .380, atribuída ao bombeiro, foi apreendida.
Marcos apresentou à polícia uma versão de legítima defesa. Conforme o relato registrado no boletim de ocorrência, ele afirmou ter acreditado que Bruno estivesse armado e que teria reagido após uma suposta investida do estudante.
A autoridade policial, porém, registrou que nenhuma arma de fogo foi encontrada com Bruno ou dentro do Chevrolet Prisma. Um canivete retrátil com cabo azul, relacionado ao estudante, foi apreendido, mas o boletim não aponta que o objeto tenha sido utilizado como arma durante a discussão.
Além do vídeo, a investigação deverá considerar a posição e a movimentação dos veículos, os vestígios encontrados nos carros e a sequência dos disparos. Exames periciais foram solicitados para ajudar a esclarecer o que aconteceu antes, durante e depois da discussão.
O caso é investigado como homicídio. Na avaliação registrada inicialmente pela autoridade policial, há, em tese, elementos que podem caracterizar homicídio qualificado por motivo fútil e pelo emprego de recurso que teria dificultado ou impossibilitado a defesa da vítima.
A classificação jurídica ainda pode ser modificada conforme o avanço da investigação e a análise das provas. Na manhã desta quinta-feira (1º), Marcos deve passar por audiência de custódia.