01 de outubro de 2026
INVESTIGAÇÃO

VEJA: Vídeo mostra Bruno após ser baleado por bombeiro em Taubaté

Por Da redação | Taubaté
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução/Olho Vivo do Vale
Vídeo mostra o estudante de medicina Bruno Hashimura correndo após tiros

Um vídeo registrado após os disparos mostra o estudante de medicina Bruno Hashimura San Juliano, de 23 anos, correndo pela avenida Professor Walter Thaumaturgo, a Avenida do Povo, em Taubaté, já ferido. As imagens poderão auxiliar a Polícia Civil na reconstrução da ocorrência que terminou com a morte do jovem.

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Bruno seguia para a faculdade para realizar uma prova de imunologia clínica quando se envolveu em uma discussão de trânsito na avenida.

Segundo o boletim de ocorrência, ele dirigia um Chevrolet Prisma prata. O outro veículo envolvido era um Jeep Renegade preto, conduzido pelo bombeiro militar Marcos Paulo Fujarra de Oliveira, de 28 anos, investigado pelo caso.

A discussão terminou com disparos contra o estudante. Bruno caiu na calçada e foi socorrido ao Hospital Regional de Taubaté, mas não resistiu aos ferimentos. O registro policial aponta inicialmente cinco disparos. Uma pistola Taurus calibre .380, atribuída ao bombeiro, foi apreendida.

Investigação

Marcos apresentou à polícia uma versão de legítima defesa. Conforme o relato registrado no boletim de ocorrência, ele afirmou ter acreditado que Bruno estivesse armado e que teria reagido após uma suposta investida do estudante.

A autoridade policial, porém, registrou que nenhuma arma de fogo foi encontrada com Bruno ou dentro do Chevrolet Prisma. Um canivete retrátil com cabo azul, relacionado ao estudante, foi apreendido, mas o boletim não aponta que o objeto tenha sido utilizado como arma durante a discussão.

Além do vídeo, a investigação deverá considerar a posição e a movimentação dos veículos, os vestígios encontrados nos carros e a sequência dos disparos. Exames periciais foram solicitados para ajudar a esclarecer o que aconteceu antes, durante e depois da discussão.

O caso é investigado como homicídio. Na avaliação registrada inicialmente pela autoridade policial, há, em tese, elementos que podem caracterizar homicídio qualificado por motivo fútil e pelo emprego de recurso que teria dificultado ou impossibilitado a defesa da vítima.

A classificação jurídica ainda pode ser modificada conforme o avanço da investigação e a análise das provas. Na manhã desta quinta-feira (1º), Marcos deve passar por audiência de custódia.